
Global Imagens/Fábio Poço
Os combustíveis simples que entraram nas bombas há duas semanas já contribuíram para uma descida de 3 cêntimos, em média, no preço, mas o presidente da entidade que fiscaliza o setor diz que ainda há margem para uma redução maior.
Os postos de abastecimento têm de identificar claramente, a partir de hoje, gasolinas e gasóleos simples, mas também aditivos usados nos outros combustíveis. O presidente da Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (ENMC) diz que o comportamento dos consumidores pode motivar mais descidas de preços.
A entidade que fiscaliza o setor acredita que os preços do gasóleo e gasolina podem descer ainda mais devido à lei que obriga, desde 17 de abril, todas as bombas a terem combustíveis simples. Tudo depende do comportamento dos consumidores. Em declarações à TSF, Paulo Carmona explica ainda aquilo que muda, a partir de hoje, dia em que passam a ser obrigatórias identificações claras sobre a composição dos combustíveis vendidos.
Depois da entrada em vigor, há duas semanas, da lei que obriga a comercializar combustíveis simples, as bombas tinham até hoje para identificar bem aquilo que vendem. O presidente da ENMC explica que em causa está a afixação de dísticos nos equipamentos de abastecimento.
No caso dos combustíveis simples a palavra "simples" tem de estar claramente visível, enquanto que nos outros, aditivados, cada 'ilha' de abastecimento tem de ter informação do tipo e quantidades dos aditivos usados pela petrolífera.
Paulo Carmona explica que estas regras de identificação são fundamentais para a eficácia da nova lei: os consumidores devem ter toda a informação necessária para comparar aquilo que podem comprar. Na sua atividade diária no terreno, a ENMC promete fiscalizar se tudo será bem cumprido pelas petrolíferas e revendedores.
O responsável acredita ainda que é cedo para fazer um balanço final do impacto da lei que obriga todas as bombas a vender combustíveis simples. Os números da ENMC apontam para uma descida média de 3 cêntimos que em alguns postos chegou aos 5 cêntimos.
O presidente desta entidade acredita que ainda há margem para os preços descerem mais: "tudo depende do consumidor valorizar ou não o fator preço pois se o fizer as empresas vão acabar por descer mais".
A ENMC reafirma que os combustíveis simples são bons e iguais em todo o país, pelo que qualquer diferença de preço só pode ser motivada por razões que nada têm a ver com a qualidade.