Atentados no Sri Lanka foram uma "retaliação". ISIS já reivindicou

Já foram feitas 40 detenções na sequência de uma série de atentados que pintaram de negro o Domingo de Páscoa. O Governo anunciou que foi avisado 14 dias antes dos ataques. O último balanço aponta para 321, entre eles um português natural de Viseu.

Em plena celebração da missa pascal, à mesma hora, em pelo menos três cidades diferentes do Sri Lanka, uma série de explosões atingiram hotéis de luxo e igrejas católicas - cheias de fiéis que participavam nas celebrações deste domingo de Ressurreição.

23 de abril, terça-feira

15h30 - Irmãos com papel fundamental

Dois irmãos que estavam entre os bombistas suicidas dos ataques no Sri Lanka tiveram um papel fundamental nos atentados de domingo.

As autoridades cingalesas atribuíram os ataques ao movimento islâmico local National Thowheeth Jama'ath (NTJ) e estão a investigar se este recebeu apoio logístico internacional.

13h20 - Quase meia centena de crianças morreram

Pelo menos 45 crianças e adolescentes, incluindo um bebé com 18 meses de idade, morreram nos atentados de domingo no Sri Lanka que fizeram 310 mortos, anunciou hoje o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

"O total atualmente é de 45 crianças e adolescentes mortas (...) e esse número ainda pode aumentar", indicou Christophe Boulierac, um porta-voz da Unicef.

Em conferência de imprensa, Boulierac referiu que outros jovens "estão feridos e a lutar pelas suas vidas".

11h49 - ISIS reivindica

O autoproclamado Estado Islâmico reivindicou os atentados de domingo no Sri Lanka. A informação foi avançada pelo próprio grupo extremista, através da agência de propaganda AMAQ, sem apresentação de provas.

10h47 - Atentados foram "retaliação"

O Governo do Sri Lanka admitiu que os atentados em várias igrejas e hotéis foram uma "retaliação" do recente ataque a uma mesquita na Nova Zelândia.

"A investigação inicial revelou que os atentados foram uma retaliação pelo ataque a mesquitas na Nova Zelândia", disse o secretário de estado da Defesa Ruwan Wijewardene no Parlamento, adiantado ainda que além do National Thawheed Jama"ath, há outro grupo islâmico envolvido nos ataques: o Jammiyathul Millathu Ibrahim.

07h24 - Novo balanço de vítimas e detidos

O número de mortos nos ataques terroristas no Sri Lanka subiu para os 321 mortos, segundo um novo balanço divulgado esta terça-feira pelas autoridades daquele país. Até ao momento foram detidos 40 suspeitos de ligação aos atentados.

22 de abril, dia após os ataques

15h15 - Especialistas da Interpol a caminho do Sri Lanka

A Interpol deslocou uma equipa de investigadores para o Sri Lanka com o objetivo de ajudar as autoridades locais no âmbito dos atentados suicidas que provocaram 290 mortos no domingo, anunciou a organização policial internacional.

"Deslocada a pedido das autoridades do Sri Lanka, a célula de crise da Interpol (IRT) inclui especialistas em investigação de cenas de crime, explosivos e antiterrorismo, bem como especialistas na análise e identificação de vítimas de catástrofes", referiu num comunicado citado pela Lusa.

"Se necessário, especialistas adicionais no campo da medicina digital forense, biometria e análise de vídeo e foto podem ser adicionados a essa equipa no local", referiu a nota.

14h42

Três dos quatro filhos do milionário dinamarquês Anders Holch Povlsen, principal acionista da marca de compras 'online' ASOS, morreram nos atentados de domingo no Sri Lanka que fizeram 290 mortos, anunciou um porta-voz da empresa.

Segundo a imprensa dinamarquesa, Anders Holch Povlsen, proprietário do grupo de vestuário Bestseller, estava no Sri Lanka de férias com a mulher e os quatro filhos no momento dos ataques.

"Pedimos que respeitem a vida privada da família e não temos mais comentários", disse à AFP Jesper Stubkier, responsável da comunicação da Bestseller.

14h30

O Governo cingalês anunciou que foi avisado dos atentados há 14 dias. "Catorze dias antes dos ataques terem ocorrido, fomos informados dos incidentes", disse um membro do executivo, citado pelo The Guardian. "A 9 de abril, o Chefe da Inteligência Nacional escreveu uma carta e, nesta carta, muitos dos nomes dos membros da organização terrorista foram revelados", explicou.

13h00

Os ataques deste domingo ainda não foram reivindicados. No entanto, tudo indica que um grupo radical de origem cingalesa, o National Thowfeek Jamaath, seja responsável pelas explosões.

O National Thowheed Jamaath chamou as atenções das autoridades locais quando, em janeiro, vandalizou estátuas budistas. Em 2016, um dos líderes da organização, Abdul Razik, foi detido por incitar práticas racistas.

O Presidente Maithripala Sirisena está a apelar para a comunidade internacional ajudar a perceber quais as ligações que o grupo pode ter. O Presidente tem mesmo a convicção de que os radicais islâmicos não terão orquestrado os ataques sozinhos. "Há a suspeita de que organizações terroristas estrangeiras estejam por trás dos ataques. Por isso, o Presidente está a pedir ajuda a outros países", revelou uma fonte do Governo.

12h45

O primeiro-ministro português condenou os ataques que vitimaram centenas de pessoas no Sri Lanka. "Palavra óbvia de condenação absoluta do terrorismo e de grande pesar porque há mais uma vítima portuguesa do terrorismo internacional", disse António Costa em declarações aos jornalistas em Lisboa.

12h08

Um jornalista do The Guardian revelou que a explosão ouvida esta segunda-feira em Colombo foi "conduzida pela polícia". As autoridades tinham encontrado um "pacote suspeito dentro de uma carrinha" e realizaram uma "explosão controlada".

11h40

A agência Reuters adianta que foi ouvida uma nova explosão perto de uma igreja na capital do Sri Lanka, Colombo. De acordo com a mesma fonte, a explosão ocorreu numa carrinha enquanto uma brigada tentava desativar o engenho.

11h30 - Governo identifica autores do atentado

Os sete bombistas suicidas que realizaram o ataque coordenado a igrejas e hotéis no domingo de Páscoa no Sri Lanka, que provocou 290 mortos e 500 feridos, pertenciam ao grupo National Thowfeek Jamaath, informou o Governo cingalês.

11h23

Há um novo recolher obrigatório decretado pelo Governo do Sri Lanka. O recolher obrigatório entra em funcionamento na noite desta segunda-feira, a partir das 20h00 (15h30, em Lisboa), e ficará em vigor até as 4h00 de terça-feira (23h30 de segunda-feira em Lisboa), de acordo com o serviço de informações do Governo.

Diante da vaga de ataques de domingo, as autoridades decretaram um primeiro toque de recolher, que foi levantado às 6h00 da manhã de hoje (1h30 em Lisboa). Um dia depois dos ataques, a vida no país havia retomado um curso aparentemente normal.

11h09

A polícia do Sri Lanka encontrou 87 detonadores de explosivos na principal paragem de autocarro em Colombo.

10h03

O Presidente do Sri Lanka declarou estado de emergência, a partir da meia-noite desta segunda-feira.

09h48

Ataques no Sri Lanka foram orquestrados com a ajuda de uma rede internacional. Foi o que revelou um representante do Governo daquele país.

09h24

Os Estados Unidos alertam que estão a ser preparados novos ataques ao Sri Lanka por "grupos terroristas".

07h58

Sete bombistas suicidas estiveram na origem de seis das explosões, disse um perito forense do Governo à agência de notícias Associated Press.

O analista do Governo, Ariyananda Welianga, indicou que a investigação mostra que estavam envolvidas pelo menos duas pessoas no ataque no hotel Shangri-La. Os restantes bombistas atacaram em Colombo o Santuário de Santo António, os hotéis Cinnamon Grand e Kingsbury, bem como a Igreja de São Sebastião e a Igreja de Sião nas cidades de Negombo e Batticaloa, respetivamente.

As primeiras seis explosões ocorreram "quase em simultâneo", pelas 8h45 (3h15 em Portugal), de acordo com fontes policiais citadas por agências internacionais.

As duas explosões que tiveram lugar horas depois numa pousada e perto de um viaduto nos arredores de Colombo ainda estão sob investigação.

A polícia também informou esta segunda-feira que uma bomba artesanal foi descoberta e desativada no domingo, perto do principal aeroporto de Colombo.

07h44

As autoridades do Sri Lanka referem que, dos 290 mortos, pelo menos 30 são estrangeiros. Três são britânicos e dois têm nacionalidade dupla, britânica e norte-americana. Entre os mortos contabilizados, há ainda dois turcos, um holandês, um chinês e um japonês. Todos os governantes destes países confirmaram as mortes.

Também um português, de Viseu, morreu nos ataques deste domingo.

07h27

O Presidente da China, Xi Jinping, condenou esta segunda-feira os ataques de domingo contra igrejas e hotéis no Sri Lanka, que causaram pelo menos 290 mortos, incluindo dois cidadãos chineses. O governante expressou solidariedade para com as vítimas.

06h11 Novo balanço

Um novo balanço divulgado esta segunda-feira pelas autoridades dá conta de pelo menos 290 mortos e 500 feridos nos ataques de domingo no Sri Lanka.

O número de pessoas detidas relacionadas com os ataques, que não foram ainda reivindicados, também aumentou de 13 para 24, disse à agência de notícias France-Presse o porta-voz da polícia Ruwan Gunasekera.

04h49

O número de pessoas detidas relacionadas com os ataques, que não foram ainda reivindicados, aumentou de 13 para 24, disse à agência de notícias France-Presse o porta-voz da polícia Ruwan Gunasekera.

A polícia também informou esta segunda-feira que uma bomba artesanal foi descoberta e desativada no domingo, perto do principal aeroporto de Colombo.

As primeiras investigações apontam para bombistas suicidas na origem de, pelo menos, seis das explosões.

21h30 "Não podemos banalizar"

O Presidente da República, em declarações à RTP, enalteceu a necessidade de não minimizar estes ataques terroristas, mesmo quando se repetem muitas vezes.

"Não podemos minimizá-los ou banalizá-los. Eles repetem-se a um tal ritmo que parece que morrer aqui uma centena e acolá três ou quatro centenas é insignificante, como se houvesse um preço para a vida humana", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe de Estado acredita que "não se pode deixar de reagir de uma forma muito firme de repúdio perante estes ataques hediondos e sem medo". "Não há nada pior do que o medo perante o terrorismo internacional, as pessoas intimidarem-se perante ataques que são ataques contra o direito, contra a dignidade ou a liberdade religiosa", reiterou.

20h19 Explosivo detonado

Um explosivo foi encontrado perto do Aeroporto Internacional Bandaranaike e as autoridades procederam a uma explosão controlada. A informação foi avançada no Twitter pelo jornalista da BBC Azzam Ameen, que cita a Força Aérea do Sri Lanka.

19h00 Detidos mais suspeitos

As autoridades do Sri Lanka detiveram mais cinco pessoas por suspeita de envolvimento na vaga de atentados no país, anunciou a polícia.

Segundo um porta-voz da polícia, citado pela agência The Associated Press, 13 pessoas foram já detidas por suspeita de envolvimento nos ataques. Antes, o primeiro-ministro cingalês, Ranil Wickremesinghe, tinha anunciado a detenção de oito pessoas.

Além das 13 detenções, foi apreendido um veículo que deverá ter sido usado para transportar os suspeitos para Colombo e identificada uma casa usada pelos suspeitos.

15h55 ONU condena agressões e pede justiça rápida

"O secretário-geral está indignado com os ataques terroristas a igrejas e hotéis no Sri Lanka no domingo de Páscoa, um dia sagrado para os cristãos de todo o mundo. Ele lembra a santidade de todos os lugares de culto. Ele espera que os perpetradores sejam rapidamente levados à justiça", afirma o porta-voz do secretário-geral sobre ataques terroristas no Sri Lanka.

Num comunicado enviado aos jornalistas, "o secretário-geral expressa as suas mais profundas condolências às famílias das vítimas, ao povo e ao Governo do Sri Lanka, e deseja uma rápida recuperação aos feridos. Ele elogia a liderança demonstrada pelas autoridades e pela unidade do povo do Sri Lanka após os ataques".

O secretário-geral, António Guterres, reitera o apoio e a solidariedade das Nações Unidas com o povo e o Governo do Sri Lanka "neste momento difícil para a nação".

15h00 Seis explosões causadas por bombistas, radicais islâmicos suspeitos

Pelo menos seis explosões que ocorreram esta manhã no Sri Lanka resultaram de bombistas suicidas, revelaram investigações iniciais, citadas pelo jornal britânico Daily Mirror, que apontam para radicais islâmicos na origem dos ataques.

De acordo com a edição online do Daily Mirror, as investigações aos ataques no Sri Lanka revelaram até agora que duas pessoas fizeram 'check-in' para o quarto 616 do hotel Shangri-La no sábado, 20 de abril, um dos quatro hotéis de luxo que foram hoje alvo de explosões em Colombo, capital do Sri Lanka.

As imagens do circuito fechado de televisão revelaram que os suspeitos detonaram as bombas no restaurante e no corredor do hotel.

Os investigadores suspeitam que foram usados explosivos C-4 com 25 quilos nos ataques ao hotel Shangria-La. Os investigadores que invadiram o quarto 616 recuperaram material usado por radicais islâmicos, confirmaram fontes, citadas pelo Daily Mirror.

Segundo o mesmo jornal, ainda não é claro se os bombistas suicidas eram locais ou turistas internacionais que chegaram à ilha com vistos de turista.

Estão a decorrer outras investigações.

14h35 Governo cingalês admite que existam 27 estrangeiros entre as vítimas

O ministério dos Negócios Estrangeiros do Sri Lanka admite que pode haver, pelo menos, 27 estrangeiros entre as 207 vítimas mortais dos atentados deste domingo, embora só tenham sido confirmados cinco até ao momento.

O secretário dos Negócios Estrangeiros do Sri Lanka, Ravinatha Aryasinha, informou numa conferência de imprensa, em Colombo, que 27 cadáveres parecem pertencer a estrangeiros, embora só tenham confirmado ainda a identidade de cinco destas vítimas.

Desconhece-se o paradeiro de outros cinco estrangeiros, acrescentou sem dar detalhes sobre as nacionalidades.

14h18 O ministro das Finanças do Sri Lanka sublinha a generosidade de muitas pessoas de diferentes crenças religiosas que se deslocaram aos hospitais para doar sangue.

13h42 Marcelo repudiou ataques e já apresentou condolências à viúva do português

"O meu pensamento vai em especial para a família da vítima portuguesa e já tive a oportunidade de apresentar as condolências à viúva", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações à agência Lusa.

O Presidente da República transmitiu também o seu pesar em nome do povo português às autoridades do Sri Lanka e aos familiares das vítimas.

Marcelo Rebelo de Sousa expressou o seu repúdio "a mais um ato contrário à dignidade da pessoa humana e aos princípios fundamentais do Direito Internacional e especificamente à liberdade religiosa".

13h32 Assunção Cristas lamenta atentados e "violência contra liberdade religiosa"

A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, lamentou os ataques no Sri Lanka que este domingo mataram pelo menos 200 pessoas e condenou "a violência contra a liberdade religiosa".

"Os ataques no Sri Lanka, quando as comunidades celebravam a Páscoa, a maior festa dos cristãos, deixam-nos consternados e profundamente unidos em oração", afirmou a líder no CDS-PP numa mensagem enviada à agência Lusa.

"Acredito num mundo onde todos somos livres de expressar a nossa religião. Condeno a violência contra a liberdade religiosa", acrescentou.

13h07 Um novo balanço dá conta de 207 mortos. Pelo menos 450 pessoas ficaram feridas, avança a Reuters, citando o porta-voz da polícia.

12h59 Três polícias mortos em Dematagoda

Três agentes da polícia foram mortos enquanto faziam buscas em Dematagoda, após a oitava explosão, avança a Reuters.

12h42Turistas portugueses tentam chegar ao aeroporto antes de recolher obrigatório

Dois turistas portugueses que estão de visita, com os filhos, ao Sri Lanka, vão tentar chegar ao aeroporto horas antes do voo, tentando evitar o recolher obrigatório no país, que começa às 18h00 locais, disse uma filha à Lusa.

Ana Inácio explicou à Lusa que os pais, que tinham previsto sair do país às 24h00 locais, vão para o aeroporto "várias horas antes", para poder evitar o recolher obrigatório decretado na sequência dos ataques que hoje provocaram, pelo menos, 190 mortos, entre os quais um português.

"Só têm voo à meia-noite de hoje, mas vão ver se conseguem partir para lá já e não ficarem em terra. O nosso hotel em Negombo informou-nos que o recolher obrigatório é a partir das 18h00 e até as seis da manhã de amanhã [segunda-feira] e ninguém está autorizado a circular no Sri Lanka", disse a filha do casal que está a terminar um curto período de férias no país.

"Isto é desolador", contou a portuguesa que está com a família num hotel a cerca de um quilometro a norte da igreja de São Sebastião, em Negombo, uma das igrejas onde ocorreu uma explosão.

12h31 Sete pessoas foram detidas na sequência dos ataques deste domingo, avança o ministro das Reformas Económicas, citando o responsável pela pasta da Comunicação Social, numa publicação na rede social Twitter.

12h03 Novo balanço: Pelo menos 187 pessoas morreram, entre as quais nove estrangeiras, sendo uma delas portuguesa, e mais de 469 ficaram feridas este domingo depois de registadas oito explosões em quatro hotéis, um complexo residencial e três igrejas no Sri Lanka.

O número de mortes ascende agora a 187, afirmou o porta-voz da polícia do Sri Lanka, Ruwan Gunasekara, enquanto várias fontes hospitalares, citadas pela agência espanhola EFE, apontam o número de feridos para 469.

11h56 O Presidente dos Estados Unidos da América também já reagiu aos ataques terroristas deste domingo. Donald Trump endereçou "condolências sinceras" ao povo do Sri Lanka e adiantou estar "pronto para ajudar" o país.

Macron também condenou os atos terroristas e manifestou solidariedade para com o Sri Lanka.

Jean Claude Juncker, o presidente da Comissão Europeia, lamentou com "horror e tristeza" os ataques deste domingo e mostrou a disponibilidade da União Europeia para ajudar o país.

11h35 O ministro dos Negócios Estrangeiros lamentou a morte de um português nos atentados em igrejas e hotéis no Sri Lanka, sublinhando a "determinação em combater o terrorismo sob todas as formas".

"Lamentamos profundamente a morte de um cidadão português no Sri Lanka, que se encontra entre as vítimas dos atentados ocorridos hoje nesse país. Expressamos as nossas condolências à sua família", lê-se num dos três tweets do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), Augusto Santos Silva.

O MNE afirma ainda que a solidariedade do Governo "está com as vítimas, o povo e as autoridades": "A nossa determinação é combater o terrorismo sob todas as formas", conclui.

"O Governo português condena nos termos mais veementes os cobardes atentados que atingiram, hoje, igrejas e hotéis no Sri Lanka, causando a morte a muitas dezenas de pessoas".

11h22 O papa Francisco condenou estes atos de "violência tão cruel" no Sri Lanka e disse estar próximo dos católicos atingidos por este momento de "luto e dor".

"Recebi com tristeza e dor a notícia do grave atentado que hoje mesmo, dia de Páscoa, levou o luto e a dor a algumas igrejas e a outros lugares de encontro no Sri Lanka. Desejo manifestar a minha afetuosa proximidade à comunidade cristã atingida quando estava reunida em oração e a todas as vítimas de tão cruel violência. Confio ao senhor aqueles que morreram tragicamente e rezo pelos feridos e por todos aqueles que sofrem por causa deste dramático acontecimento", disse Francisco.

10h40 As redes sociais no país foram interditas, anunciou o responsável pela pasta da Comunicação Social em conferência de imprensa. Apesar disso, a BBC adianta que tem recebido mensagens esporádicas de redes sociais de pessoas no Sri Lanka. Não é, portanto, claro até que ponto os serviços de mensagens estão a ser afetados.

10h30 O Governo do Sri Lanka decidiu impor o recolher obrigatório da população das 18h00 às 06h00 (hora local), avança a BBC.

10h28 O secretário de Estado das Comunidades lamentou a morte de um cidadão português nas explosões ocorridas no Sri Lanka, avançando que estão a tentar contactar os portugueses que se encontram no país, embora não haja conhecimento de mais vítimas.

Em declarações à Lusa ao telefone, José Luís Carneiro, disse já ter falado com a esposa do português que faleceu este domingo no Sri Lanka, a quem transmitiu uma mensagem de condolências e deixou os contactos para prestar "o apoio devido e indispensável nesta altura".

10h25 A AFP, citada pela BBC, dá conta de uma oitava explosão, no distrito de Dematagoda.

10h05 O Facebook ativou uma ferramenta para as pessoas no Sri Lanka se marcarem como seguras.

09h56 Há relatos de mais uma explosão em Dehiwala, no Colombo. Esta é já a sétima explosão que acontece este domingo.

Por volta das 8h45 desta manhã, Colombo, a capital do país, sentiu as explosões registadas em pelo menos em três hotéis - o Shangri La, Cinnamon Grand e Kingsbury Hotel - e em duas igrejas. A oeste e este da Ilha há registo de explosões idênticas.

O número de vítimas continua a ser atualizado, mas o último balanço dava já conta de 187 vítimas mortais e mais de 400 feridos. As autoridades contabilizam pelo menos 35 estrangeiros mortos na sequência destes ataques.

A cônsul honorária de Portugal em Colombo confirmou à TSF que há um português entre as vítimas mortais.

"Há um senhor português que perdeu a vida num dos hotéis, o hotel Kingsbury", disse Preenie Sharma Pinto, que confirmou ainda que se tratava de um turista. A representante de Portugal no Sri Lanka não adiantou mais pormenores.

Em declarações à BBC radio, o arcebispo de Colombo, Malcolm Ranjith, referiu que os ataques deram-se "num dia em que havia muita gente nas igrejas, quando a assistência era muito elevada".

Duas das três igrejas atacadas, a Santo António em Kochchikade e São Sebastião de Negombo, eram, nas suas palavras, grandes atrações, "frequentadas por pessoas de praticamente todas as religiões e um centro vital da cidade de Colombo".

O Governo do Sri Lanka tem, por esta altura, reunido o seu gabinete de crise.

No Twitter, o ministro da Economia, Harsha de Silva, que esteve numa das igrejas alvo destes ataques, descreveu "cenas horríveis", com corpos despedaçados um pouco por todo o lado.

Estes atentados não foram, para já, reivindicados, mas os primeiros dados indicam que parecem ter sido coordenados e que os alvos foram escolhidos para provocar o maior número de vítimas.

No Sri Lanka o cristianismo é uma religião minoritária. De acordo com o censos de 2012, os cristãos no território representavam pouco mais de 7% da população - cerca de um milhão e meio de pessoas. Este não é o primeiro ataque que visa os cristãos daquele país, mas a história não regista outro exemplo de um ataque tão grave e com tantas vítimas.

O Presidente da Índia já condenou estes atentados e veio a público demonstrar a solidariedade para com os familiares das vítimas.

Theresa May, primeira-ministra do Reino Unido, também já reagiu no Twitter a estes atentados.

A BBC conta que os serviços de saúde do Sri Lanka foram invadidos por dadores de sangue, que acorreram os hospitais mais próximos na ânsia de ajudar os feridos das explosões, gerando filas intermináveis.

* com Lusa

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