EUA recomendam aos cidadãos que não viajem para a Venezuela, porque enfrentam "riscos graves"

Créditos: Juan Barreto/AFP (arquivo)
A "situação de segurança na Venezuela continua instável", avisa o Departamento de Estado, que fala em informações de que "milícias armadas estão a montar bloqueios nas estradas e a revistar veículos em busca de provas de cidadania norte-americana ou de apoio aos Estados Unidos"
O Departamento de Estado dos Estados Unidos recomendou este sábado aos cidadãos norte-americanos para não viajarem para a Venezuela e aos que já se encontram no país que "o abandonem imediatamente", devido a uma situação de segurança considerada "instável".
"Há informações de que grupos de milícias armadas, conhecidos como coletivos, estão a montar bloqueios nas estradas e a revistar veículos em busca de provas de cidadania norte-americana ou de apoio aos Estados Unidos", escreveu o Departamento de Estado.
Segundo a agência de notícias espanhola EFE, o Gabinete de Assuntos Consulares do Departamento de Estado atualizou a sua recomendação para a Venezuela, que continua a ter o nível mais alto de risco para os norte-americanos, para divulgar os relatos sobre as milícias e pedir "precaução" aos cidadãos que se encontram no país sul-americano.
A "situação de segurança na Venezuela continua instável", indica o texto publicado no site da Embaixada dos EUA naquele país, uma semana após a captura do Presidente venezuelano, Nicolas Maduro, e a nomeação de um Governo interino liderado pela sua vice-presidente, Delcy Rodríguez.
As autoridades norte-americanas instam os cidadãos norte-americanos que permanecem na Venezuela a tomarem medidas de precaução "nas viagens rodoviárias" e a verificarem as informações atualizadas das companhias aéreas que voltam a operar no país, lembrando que continuam a ocorrer cortes de energia elétrica e serviços intermitentes.
O Governo dos EUA mantém a recomendação de não viajar para a Venezuela para seus cidadãos e o alerta que enfrentam "riscos graves", como detenção ilegal, tortura sob custódia, terrorismo, sequestro, aplicação arbitrária de leis locais, crime, distúrbios civis e infraestruturas sanitárias precárias.
O Departamento de Estado dos EUA retirou em março de 2019 todo o seu pessoal diplomático da embaixada norte-americana em Caracas e tanto as suas operações como os seus serviços consulares, incluindo os de emergência, continuam suspensos, lê-se no texto, embora o seu site permaneça ativo.
