"Sinal de que procura paz." Trump diz que cancelou segunda onda de ataques à Venezuela após libertação de presos políticos

Foto: John Lamparski/AFP (arquivo)
O Presidente norte-americano afirmou que as grandes petroleiras vão investir "pelo menos 100 mil milhões de dólares" na Venezuela
O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse, esta sexta-feira, que cancelou uma segunda onda de ataques à Venezuela após a libertação de "um grande número" de presos políticos naquele país.
"A Venezuela está a libertar um grande número de presos políticos como sinal de que 'procura a paz'. Devido a esta cooperação, cancelei a segunda onda de ataques prevista", escreveu o presidente na plataforma Truth Social.
Donald Trump acrescentou que as grandes petroleiras vão investir "pelo menos 100 mil milhões de dólares" na Venezuela e que se irá reunir com essas empresas esta sexta-feira na Casa Branca.
As autoridades da Venezuela anunciaram na quinta-feira a libertação de um "número significativo" de presos, tanto venezuelanos como estrangeiros, num processo que já está a decorrer, afirmou o presidente do parlamento, Jorge Rodríguez.
Trata-se de "um gesto unilateral para reforçar" a "decisão irredutível de consolidar a paz" no país e "a convivência pacífica", sem distinção de ideologia ou religião, disse Jorge Rodríguez, numa conferência de imprensa em Caracas, sem precisar o número de pessoas que vão ser libertadas.
O anúncio das autoridades da Venezuela ocorre cinco dias depois da operação militar dos EUA no país da América Latina, que levou à captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da mulher, Cilia Flores.
A 'número dois' do Governo de Maduro, Delcy Rodriguez - irmã do atual presidente do parlamento - foi entretanto investida como nova Presidente da Venezuela.
Segundo o balanço mais recente da organização não-governamental (ONG) Foro Penal, há na Venezuela 863 presos políticos, incluindo 86 pessoas com nacionalidade estrangeira ou com dupla nacionalidade.
