Sindicato confirma que técnicos foram mobilizados para CODU, nem metade das ambulâncias disponíveis estão a operar em Lisboa

Foto: Gustavo Bom/Global Imagens (arquivo)
À TSF, Rui Lázaro adianta que "a região de Lisboa tem 16 ambulâncias próprias do INEM disponíveis, das quais ontem [quinta-feira], por exemplo, só estavam quatro disponíveis"
O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) confirma as suspeitas de José Luís Carneiro, que esta sexta-feira disse ter recebido a informação de que "houve a decisão de mobilizar técnicos de emergência médica para os centros de operações de socorro, para o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), o que significou tirar técnicos da emergência médica para as ambulâncias".
Em declarações à TSF, o presidente do STEPH, Rui Lázaro, disse que "quando o presidente do INEM assumiu funções emitiu uma orientação no sentido que se priorizasse os postos de atendimento nas centrais de emergência, mesmo que isso levasse ao encerramento de algumas ambulâncias".
"Tapou-se de um lado, mas destapou-se do outro e temos consequências à vista. É verdade que não existe demora no atendimento de chamadas, mas essa melhoria já vinha desde agosto do ano passado, quando entraram ao serviço 149 novos técnicos de emergência hospitalar", sublinhou.
Questionado sobre quantas ambulâncias estão a operar na área metropolitana de Lisboa, Rui Lázaro estima "que entre quatro a seis ambulâncias podem estar encerradas só em Lisboa, devido a esta medida".
"A região de Lisboa tem 16 ambulâncias próprias do INEM disponíveis, das quais ontem [quinta-feira], por exemplo, só estavam quatro disponíveis", adiantou.
O primeiro-ministro anunciou esta quinta-feira 275 novos veículos para o INEM, mas isto já vem de longe. Em 2023, ainda no Governo de António Costa, tinha vindo a resolução num conselho de ministros. O concurso foi lançado só em agosto do ano passado, já no governo de Luis Montenegro, e contempla 312 viaturas de diferentes tipologias para o INEM.
Sobre este assunto, Rui Lázaro sublinhou que "uma viatura de emergência, sobretudo as ambulâncias, demora bastante tempo a preparar e equipar para poder entrar ao serviço" e, por isso, tem dúvidas que as primeiras sejam entregues antes do final deste ano.
O presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar assegurou ainda que em dezembro do ano passado apresentou algumas propostas à ministra da Saúde que podem resolver os problemas que se têm verificado. Por exemplo, "a disponibilização de macas nos hospitais" e "reforçar ao nível de recursos humanos a região de Lisboa", disse.
