Congresso dos EUA aprova lei para acelerar ajuda militar a Kiev

O projeto de lei simplifica um programa de empréstimo e assistência milita da era da Segunda Guerra Mundial, para fornecer mais rapidamente à Ucrânia e a outros países do leste europeu equipamentos militares norte-americanos.

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou esta quinta-feira uma lei que permitirá simplificar o programa de empréstimo e assistência militar à Ucrânia e a outros países do leste europeu contra a ofensiva russa.

Esta medida, aprovada com uma votação esmagadora de 417 contra 10, terá agora de ser sancionada pelo Presidente norte-americano, Joe Biden.

O projeto de lei simplifica um programa de empréstimo e assistência milita da era da Segunda Guerra Mundial, para fornecer mais rapidamente à Ucrânia e a outros países do leste europeu equipamentos militares norte-americanos para combater a invasão russa.

Gregory Meeks, representante democrata de Nova Iorque, realçou que com um apoio unificado do Congresso dos EUA a Ucrânia "irá vencer".

A medida atualiza a legislação de 1941, que Franklin D. Roosevelt assinou como lei para ajudar os aliados a combater a Alemanha nazi.

Na altura, o então Presidente dos EUA apresentou a chamada lei "Lend-Lease" no Congresso, em resposta ao apelo por ajuda do primeiro-ministro britânico Winston Churchill, mesmo quando os norte-americanos estavam inicialmente neutros durante a guerra, de acordo com os Arquivos Nacionais dos EUA.

O republicano French Hill espera que a "ideia de Churchill" acabe com os atrasos no envio de ajuda para a Ucrânia, da mesma forma que a lei original acelerou a ajuda ao Reino Unido na luta contra a Alemanha de Adolf Hitler na Segunda Guerra Mundial.

"Hoje encontramo-nos numa situação muito semelhante com Putin a bombardear sistematicamente aldeias e cidades pacíficas da Ucrânia", sublinhou.

Também a democrata Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes, salientou que a guerra é uma batalha entre democracia e autocracia e lembrou o apelo de Roosevelt aos norte-americanos para fornecerem o combustível para manter a democracia ligada.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tem pedido repetidamente mais equipamentos militares aos EUA e aliados, além dos sistemas de mísseis Stinger e Javelin, 'drones' de combate e outros armamentos que já estão a serem transportados para o conflito.

Os congressistas dos dois partidos, republicanos e democratas, argumentaram que os Estados Unidos não se estão a mover com rapidez suficiente para ajudar os ucranianos.

A administração liderada por Joe Biden anunciou também esta quinta-feira que irá pedir ao Congresso mais 33 mil milhões de dólares (cerca de 31 mil milhões de euros) para ajudar a Ucrânia a resistir à invasão russa, além dos quase 13,6 mil milhões de dólares (cerca de 12,9 mil milhões de euros) aprovados pelo Congresso em março.

O mais recente pacote de assistência divulgado pela Casa Branca, que agora segue para votação no Congresso, pretende provar que os EUA não esgotaram ainda o esforço para ajudar a Ucrânia a resistir à invasão russa.

"O custo dessa luta não é barato, mas ceder à agressão ficará mais caro. É fundamental que este financiamento seja aprovado o mais rápido possível", defendeu Biden.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de dois mil civis, segundo dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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