Hagai El-Ad

"O limite para um Apartheid foi ultrapassado. É um regime que deseja perpetuar a supremacia dos judeus"

Cresceu em Haifa, Israel. Estudou Física e Astrofísica, e reconhece que esse não é a formação mais lógica para um ativista, mas "foi um processo". Hagai El-Ad é homossexual, e começou por ser um defensor dos direitos LGBTI+ ainda enquanto estudante. Depois tornou-se diretor da Open House, uma organização que advoga a coexistência e o convívio pacíficos entre árabes e judeus, em Jerusalém. Mais tarde, tornou-se diretor da Associação pelos Direitos Civis em Israel, e é hoje dirigente da B'Tselem. Hagai El-Ad garante que nos últimos anos se tornou mais difícil ser ativista em Israel, mas a fricção com os poderes instituídos é, neste momento, uma inevitabilidade. "Se não somos atacados pelo Governo, é tempo de pensar se estamos a fazer o nosso trabalho direito." Diretor da B'Tselem, Hagai El-Ad não hesita em dizer hoje: Israel vive em Apartheid. As eleições só vieram provar que o país não pensa nos direitos palestinianos e que a corrupção é a única preocupação, garante, nesta entrevista à TSF, para o programa O Estado do Sítio, que pode ouvir aqui. "Contestam a personalidade de Benjamin Netanyahu, mas não as suas políticas. Eles concordam com as políticas contra os palestinianos, há um grande consenso entre a população a favor deste regime de Apartheid."

Mais de 80 personalidades apelam para que vacinas sejam "bem de interesse comum"

Mais de 80 personalidades apelam para que vacinas sejam "bem de interesse comum"

Tornar as vacinas contra a Covid-19 como bem público para expandir e acelerar produção é o apelo lançado por José Aranda da Silva, fundador da Agência Europeia do Medicamento e do Infarmed, que juntou mais de 80 personalidades, entre elas 7 ex-candidatos presidenciais. À TSF, Aranda da Silva pede para que não se enganem as pessoas: "produzir é complicado, mas não é tão complicado como o que se fez até hoje".