Escassez de gás é um "risco" real na Europa. Península Ibérica pode ajudar a resolver crise

Presidente da comissão parlamentar da Indústria, Investigação e da Energia do Parlamento Europeu sublinha que as interligações de Portugal e Espanha representam um elemento estratégico para resolver uma crise que ainda vai se agravar.

O presidente da comissão parlamentar da Indústria, Investigação e da Energia do Parlamento Europeu afirma que as interligações de gás na Península Ibérica, como a de Sines, vão ter um papel relevante no combate à dependência do gás russo.

O romeno Cristian-Silviu Busoi, que lidera esta comissão, avisa no entanto que se aproxima um inverno com muitos problemas para os países europeus mais dependentes do gás importado de território russo, como a França, Alemanha ou Países Baixos.

"Na minha opinião, sim, é um grande risco. Vimos há muitos anos que a Rússia estava a usar o gás como arma geopolítica. Vimos também que já começou a cortar ou reduzir as quantidades em algumas condutas. Eles viram que nosso compromisso de médio prazo é não ter mais importações da Rússia. Eles vão perder este inverno talvez para criar um grande problema para a União Europeia", disse, em declarações aos jornalistas portugueses, em Estrasburgo.

Quanto à interligação da Península Ibérica, Busoi confirma que esta é uma ligação estratégica, mas é preciso ainda resolver a ligação destes gasodutos ao território francês.

"A Península Ibérica terá um papel importante. Temos em Espanha capacidades de GNL muito importantes. Algumas delas ainda não estão preenchidas, então podem ser usadas ​​antes mesmo de construir novas. Mas a grande questão é a interligação entre Espanha e França e a decisão de melhorar a interligação e aumentar a capacidade de trânsito de gás entre os dois países. Discutimos esta questão na comissão com a comissária Kadri Simson e com o Director-Geral Jørgensen . A maioria dos colegas do Parlamento Europeu insistiu que esta interligação é extremamente estratégica", salientou.

As interligações de gás são também uma prioridade para o Governo português. A partir de Estrasburgo, o secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Tiago Antunes, diz que este é o momento para passar "das palavras aos atos".

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