IL admite ter recebido "duas queixas internas", sem especificar. Nenhuma contra Cotrim Figueiredo

A presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão
Créditos: Paulo Novais/Lusa (arquivo)
O partido liderado por Mariana Leitão admite pela primeira vez ter recebido "queixas internas". A primeira deu lugar a um processo formal e acabou arquivada, enquanto a segunda não foi provada a veracidade dos factos
A Iniciativa Liberal (IL) admite ter recebido duas queixas internas, mas garante que nenhuma foi contra João Cotrim Figueiredo.
Em comunicado, o partido afirma que "nunca houve qualquer insinuação, relato, queixa ou denúncia, de qualquer natureza, em qualquer momento, na história da IL relativamente a João Cotrim Figueiredo". Ainda assim, a IL adianta que, "desde a sua fundação", foi confrontada "por duas vezes com situações desta natureza", sem especificar de que natureza.
"A primeira delas deu lugar a um processo formal que seguiu todos os trâmites que se exigiam, tanto legais como internos, tendo sido arquivado. A segunda não identificava quaisquer factos e não indicava evidências, tendo a IL desenvolvido tentativas para que a mesma fosse desenvolvida ou concretizada, sem nunca ter obtido qualquer resposta por parte da sua autora", lê-se no comunicado.
Sobre este último caso, a IL diz ter dado na mesma "seguimento a uma averiguação independente, recorrendo a suporte jurídico externo, que envolveu toda a informação que foi possível reunir e da qual saiu a conclusão de que não havia quaisquer evidências da veracidade da situação relatada".
O partido rejeita ainda acusações de encobrimento e diz que foi alvo de "suspeitas infundadas e danosas". Nomeou, por isso, como mandatário Paulo Saragoça da Matta, que fica responsável pela representação da IL em matérias judiciais.
Durante a campanha para as eleições presidenciais de 18 de janeiro, Cotrim Figueiredo, candidato apoiado pela IL, viu uma ex-assessora parlamentar da IL queixar-se, numa publicação privada na rede social Instagram, de ter sido assediada sexualmente por aquele político.
Posteriormente, e após aquele ter negado e ter dito que ia avançar para tribunal, a ex-assessora parlamentar revelou, em comunicado, que os factos em causa foram reportados em "sede interna" no decurso de 2023.
Na ocasião, quer Cotrim Figueiredo, quer a presidente da IL, Mariana Leitão, garantiram não terem tido qualquer conhecimento disso.
*Com Maria Ramos Santos
