
Miguel A. Lopes/Lusa
Questionado se fazia essa afirmação por ter outros números do que têm sido apontados pelo barómetro diário de alguns órgãos de comunicação social, nomeadamente a TSF - que o têm colocado em quinto lugar -, o candidato apoiado por PSD e CDS-PP respondeu: "Não é só convicção"
O candidato presidencial Luís Marques Mendes previu este sábado que todas as sondagens e análises se vão "enganar redondamente" quanto aos resultados no dia 18 de janeiro, uma afirmação que disse ser baseada não apenas em convicção.
No final de um contacto com a população em Viana do Castelo, Marques Mendes foi questionado pelos jornalistas sobre a aparente dificuldade em fixar os votos dos sociais-democratas, depois de ter encontrado um eleitor que lhe disse ser do PSD, mas estar inclinado em votar no candidato João Cotrim Figueiredo, apoiado pela IL.
"Acho que vocês se vão enganar todos nisso, mas esperemos pelo dia 18, acho que se vão enganar todos redondamente, todos redondamente, mas eu respeito as vossas opiniões, mas depois fiquem com isso para depois contrastar no dia 18", afirmou.
Questionado se fazia essa afirmação por ter outros números do que têm sido apontados pelo barómetro diário de alguns órgãos de comunicação social, nomeadamente a TSF - que o têm colocado em quinto lugar -, o candidato apoiado por PSD e CDS-PP respondeu: "Não é só convicção."
Marques Mendes foi ainda questionado sobre as palavras do antigo líder do PSD Pedro Santana Lopes, que na sexta-feira disse que a Presidência da República ficaria bem entregue ao socialista António José Seguro, escusando-se a fazer grandes comentários.
"Não tenho nada a comentar, cada um tem o direito à sua opinião, não emito opinião sobre isso. Cada pessoa tem o direito a emitir nestas ocasiões eleitorais a sua opinião", afirmou.
Questionado se a sua campanha não irá passar pela Figueira da Foz, onde Santana é autarca, disse não saber se está programado.
Em 2005, quando Marques Mendes era líder do PSD, transmitiu a Santana Lopes que não contava com ele para uma recandidatura à Câmara Municipal de Lisboa, preferindo apoiar o independente Carmona Rodrigues.
Mendes contrapôs que irá ter no almoço em Vila Verde (distrito de Braga) um antigo membro de governo PS a intervir, José Mendes, reiterando que cada um tem direito à sua opinião.
Em Viana do Castelo, ouviram-se pela primeira vez bombos na campanha. No início dos contactos com a população, o candidato tentou comer as famosas bolas do Natário, mas a primeira fornada só saía meia hora mais tarde, pelo que se limitou a tomar café.
Entre muitas manifestações de apoio, beijinhos e algumas selfies, houve também um senhor que fez questão de abordar Marques Mendes para lhe dizer que era do PSD, mas não iria votar nele.

"Sou do PSD, mas não sei se vou votar em si", disse, para depois ser mais convicto a dizer que não contará mesmo com o seu voto.
Questionado pelos jornalistas em quem votará, respondeu: "Ainda não sei, talvez no Cotrim."
"Se quiser ir tomar um café comigo, conversamos", desafiou o candidato, convite que foi declinado pelo senhor, que disse ser motorista e ter de ir trabalhar.
"Vá pensando", apelou ainda Mendes.

