
Créditos: Tiago Petinga/Lusa
Com algumas dezenas de apoiantes à entrada da fábrica, é o nome do líder do Chega que ecoa nos cantos de ánimo à sua candidatura a Belém. O ambiente vivido não deixa espaço para dúvidas
O candidato presidencial André Ventura visitou esta segunda-feira uma fábrica de madeiras em Chaves. Apesar de insistir que esta iniciativa não faz parte de uma ação de campanha, o momento acabou por se tranformar numa espécie de arruada.
Com algumas dezenas de apoiantes à entrada da fábrica, é o nome do líder do Chega que ecoa nos cantos de ánimo à sua candidatura a Belém. O ambiente vivido não engana, mesmo que Ventura insista que não quer fazer campanha devido aos impactos da passagem da depressão Kristin.
"Eu não consigo, nem acho que deva estar a fazer disputa política. Acho que devo concentrar-me naquilo pelo que o país está a passar. Os votos são a última preocupação neste momento", garante.
A ação na zona industrial seria para mostrar que "o país continua a funcionar" e que "a economia não para", mas depois de dez minutos de visita o candidato gastou outro tanto a cumprimentar quem o aguardava, impacientemente numa das entradas da empresa. Depois de ouvir as explicações do diretor de produção da empresa sobre a fábrica, André Ventura, que já tinha visto o aglomerado de apoiantes junto à entrada da empresa, acaba por se dirigir até àqueles que gritavam pelo candidato e batiam palmas.
É já no exterior que é possível ouvir-se um dos apoiantes afirmar que este é "o homem que vai salvar Portugal".
Há ainda tempo para uma oferta de um livro sobre a luta galhofa, o único desporto de combate corpo a corpo com origens portuguesas, com o representante a lamentar a "falta de apoio". "É vergonhoso como não querem dar a conhecer o que é nosso", atira.
Já Ventura responde que tem o cinto amarelo, mas garante estar "sempre aberto a aprender mais". E declara que, por ser "uma coisa portuguesa, deve ser uma coisa boa".
Numa zona acima da Serra do Marão, o candidato anuniu ao grito "nós mandamos", apontando que Portugal quer "mudança".
