
Global Imagens/Natacha Cardoso
O patriarca de Lisboa referiu-se hoje ao cardeal José Policarpo, que morreu na quarta-feira, como «alta síntese de lucidez e bondade que ilustra o que é ser igreja em Portugal».
O patriarca Manuel Clemente fez estas afirmações durante a homilia que proferiu na celebração das exéquias de José da Cruz Policarpo, que decorrem na Sé Catedral de Lisboa.
Manuel Clemente recordou o mestre que José Policarpo foi para si e referiu as «décadas de convívio e colaboração pastoral ativa».
Doze anos mais novo que o seu antecessor, Manuel Clemente referiu-se ao patriarcas emérito como «uma bússola» quando o conheceu num seminário.
«Tinha a imagem de um padre jovem e convincente», recordou o patriarca que afirmou que tal imagem foi fundamental nos tempos que então corriam, finais da década de 1960.
«Não seríamos o que somos sem ele», disse, por duas vezes, na homilia, Manuel Clemente.
Referindo-se aos tempos da mudança do regime político em Portugal, em Abril de 1974, o patriarca de Lisboa referiu «a inteligência, serenidade e prudência ativa» de José Policarpo consideradas «fundamentais».