"Desde o primeiro momento." Cruz Vermelha reforça número de ambulâncias e usa reservas estratégicas

Várias árvores caíram no parque do Avião, em Leiria, depois da passagem da depressão Kristin
Créditos: Paulo Cunha/Lusa
A Cruz Vermelha Portuguesa aponta, na TSF, o setor de emergência hospitalar e a capacidade logística como as áreas prioritárias no auxílio às populações afetadas pela tempestade Kristin
A Cruz Vermelha Portuguesa reforçou "desde o primeiro momento" o número de ambulâncias e começou a usar as suas reservas estratégicas para ajudar as populações, afirmou à TSF o coordenador nacional de emergência daquela organização, Gonçalo Órfão. Neste momento, são mais de 50 pessoas apoiadas por 20 viaturas médicas que estão nas várias zonas do país que ficaram devastadas pela passagem da tempestade Kristin.
"Desde os alertas da Proteção Civil e do Instituto Português do Mar e da Atmosfera que a Cruz Vermelha está a ajudar através das estruturas locais e da estrutura nacional de reforço para uma eventualidade", relata Gonçalo Órfão.
Aponta o setor de emergência hospitalar como uma das áreas prioritárias no auxílio. Em articulação direta com o Instituto Nacional de Emergência Médica, a organização reforça a disponibilidade das ambulâncias nas áreas afetadas pela depressão Kristin. Desde a primeira noite, sublinha o mesmo responsável, houve um "aumento significativo dos veículos de emergência mediante as necessidades que foram identificadas".
Gonçalo Órfão explica que a Cruz Vermelha está a usar as suas reservas estratégicas, organizando "zonas de acolhimento populacional, com camas de campanha, material de higiene e conforto para as pessoas".
"Estamos também a usar os nossos geradores e a nossa capacidade logística para dar essa primeira resposta. É para isso que estes kits de emergência são importantes e são necessários nestas fases", esclarece.
O coordenador adianta que houve também um reforço ao nível do apoio material para as pessoas das áreas devastadas pelo temporal: a Cruz Vermelha tem prestado apoio na "sustentação logística", "mobilizando quatro geradores para as zonas mais afetadas" e "equipas de emergência para ajudar no restabelecimento das comunicações".
O auxílio da Cruz Vermelha, refere ainda, foi solicitado tanto pela Proteção Civil como pelas comunidades locais.