"Impacto das obras é brutal." Comerciantes temem cortes de trânsito em Lisboa

Diana Quintela/Global Imagens (arquivo)
A presidente da União das Associações de Comércio e Serviços de Lisboa afirma que, no futuro, os comerciantes vão necessitar de apoio financeiro.
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A presidente da União das Associações de Comércio e Serviços de Lisboa ficou surpreendida com a dimensão dos cortes de trânsito e diz que não tinham recebido esta informação por parte da autarquia.
Carla Salsinha afirma que o impacto destas obras será muito negativo: "É óbvio que estamos com receio do impacto, não estávamos à espera desta alteração do trânsito. Até há uma semana não tínhamos a informação de que iria ser feita esta limitação. Percebemos que tem que ser feito em virtude da necessidade destas obras, mas o impacto vai ser significativo."
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No dia 2 de maio, a União das Associações de Comércio e Serviços de Lisboa reúne com o vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa para conhecerem o projeto das obras e esclarecerem dúvidas. Carla Salsinha afirma que, no futuro, os comerciantes vão necessitar de apoio financeiro.
"Vai ter repercussões na faturação das empresas e na deslocação das pessoas. Dois anos com limitações vão mudar hábitos, os percursos das pessoas, muda tudo e pode decretar o encerramento das empresas. Não fomos convidados para estar presentes na apresentação formal deste plano, o que estranhamos. Não temos bem perceção do impacto, mas admito que no futuro possa ser necessário apoio financiar por parte do município. Dois anos de obras é brutal."
A Baixa e zona ribeirinha de Lisboa ficam condicionadas ao trânsito a partir desta quarta-feira.
Segundo a Câmara Municipal de Lisboa, na zona ribeirinha e Avenida 24 de Julho, entre a Avenida Infante Santo e a Avenida Mouzinho de Albuquerque, será proibido o trânsito em geral, em ambos os sentidos, e o acesso só será possível a moradores e trabalhadores.
Na zona da Baixa, os veículos com mais de 3,5 toneladas só poderão circular durante a noite, entre as 20:00 e as 08:00, incluindo viaturas de abastecimento ao comércio da zona, com exceção para os veículos de transporte público, como os autocarros da Carris.
Para desviar o trânsito das zonas condicionadas, a Câmara sugere, em alternativa, que seja utilizada para atravessamento uma "5.ª Circular", um percurso que parte de Alcântara - Avenida Infante Santo -- Estrela - Avenida Álvares Cabral -- Rato -- Rua Alexandre Herculano - Conde Redondo -- Avenida Almirante Reis - Praça do Chile -- Rua Morais Soares - Praça Paiva Couceiro -- Avenida Mouzinho de Albuquerque - Parque das Nações.
Entre as obras que vão provocar os condicionamentos estão a expansão do metro de Lisboa, a realização do Plano de Drenagem, para evitar situações de cheias na capital, a reabilitação da rede de saneamento e a repavimentação de vias.
Nas imediações da Rua da Prata e da Alameda Infante D. Henrique, o trânsito já está condicionado.
Nos locais com circulação condicionada existirá sinalização adequada e estarão agentes da polícia a sensibilizar e esclarecer os condutores para as novas regras.