"Mães desesperadas." Problema de registo de bebés atinge lugares com mais imigrantes

"A única resposta que eu tive foi de Vila Franca de Xira, mas para dia 30 de junho"
Piaxabay
No hospital Amadora-Sintra também tem sido constatado o "desespero" de várias mães que não conseguem registar os filhos. Entre a comunidade imigrante, cresce o número de queixas.
António Paraíso, presidente da comunidade de São Tomé e Príncipe em Portugal, revela à TSF o desespero de mães que tiveram bebés no Amadora-Sintra e não estão a conseguir registar os filhos. A TSF noticiou esta manhã que vários bebés, nascidos durante a pandemia, não foram registados pelos pais. São, sobretudo, filhos de imigrantes, a quem se perdeu o rasto, com o encerramento do balcão "Nascer Cidadão".
Para António Paraíso, esta situação não é uma surpresa, e não faz sentido só agora ter sido encarada. "Têm estado a aparecer inúmeras, sobretudo que saíram do hospital Amadora-Sintra e estão com muita dificuldade em registar as suas crianças", garante o representante.
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O presidente da comunidade de São Tomé e Príncipe em Portugal diz ter tentado agendar igualmente um registo, para testar a robustez do sistema. "A única resposta que eu tive foi de Vila Franca de Xira, mas para dia 30 de junho. Desde 18 de maio... É um constrangimento muito grande."
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As críticas têm-se repetido ao longo da manhã. Depois de Faro, também Beja reportou vários casos. António Paraíso assegura que se trata de uma situação com focos em todo o território nacional, sobretudo onde vive a maior "camada de imigrantes".
"Há mães desesperadas, que ficaram sem nenhum alento. Acomodaram-se com a situação, até verem quando se abre para elas."
O presidente da comunidade de São Tomé e Príncipe em Portugal deixa um apelo para que se corrija a situação com brevidade, até porque estas crianças correm riscos, podendo cair na mira de redes de tráfico humano. "Quando vi a presidente do Registo Nacional (IRN) falar da situação... Por amor de Deus, é preciso prevenir antes de remediar as coisas."
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