Taxistas são campeões na especulação: ANTRAL quer penas mais pesadas para quem comete crimes

A TSF falou com Florêncio Almeida para uma análise à especulação no setor dos táxis
Filip Singer/EPA
Em declarações à TSF, Florêncio Almeida diz que é essencial cumprir a lei e garante que "a muita larga maioria dos taxistas são pessoas honestas"
O número de crimes de especulação disparou, no ano passado, em Portugal: quase 169%, avança o Jornal de Notícias este sábado. Os dados revelados pela PSP indicam que, até meados de dezembro do ano passado, a Polícia de Segurança Pública registou mais de 330 casos que resultaram em mais de 210 detenções. Com particular incidência em Lisboa, estes suspeitos eram, na maioria, taxistas.
Em declarações à TSF, Florêncio Almeida, dirigente da ANTRAL, a Associação Nacional dos Transportes Rodoviários em Automóveis Ligeiros que representa os taxistas, assume-se triste com estes dados e defende penas mais pesadas para os profissionais do setor que cometerem estes crimes, nomeadamente a suspensão do exercício da atividade. E garante que "a muita larga maioria dos taxistas são pessoas honestas".
"Não há ninguém que goste de ir seja onde for e seja enganado pelos preços, seja nos restaurantes, seja nos supermercados ou nos táxis. Nós temos preços e é para cumprir, está marcado aquilo que é para pagar. Qualquer dia, eu vou a um restaurante, está marcado que um bife é 25 euros e depois cobram-me 50. Não pode ser", refere ainda.
O dirigente da ANTRAL "lamenta" que por uns paguem todos: "Sinto vergonha daquilo que se está a passar no setor dos táxis."