Desemprego jovem já não era tão alto há três anos. Marcelo diz que crise ainda mal começou

O Presidente da República está certo de que a crise no mercado de trabalho ainda só mostrou a sua "ponta do icebergue" e que Portugal não espera tempos fáceis.

O desemprego jovem atingiu, em apenas três meses de pandemia, os 25,6%. O jornal Público noticia esta segunda-feira que um quarto dos jovens em idade ativa entre os 15 e os 24 anos encontra-se desempregado. É preciso recuar a 2017 para encontrar um número tão elevado.

O INE estima que, em junho, havia mais de 81 mil jovens excluídos do mercado de trabalho, mas disponíveis para trabalhar. Estes são apenas os números oficiais, que não incluem as categorias de subemprego. Trata-se do "começo de uma crise muito profunda", na avaliação de Marcelo Rebelo de Sousa. "Várias vezes a qualifiquei como brutal. Estamos ainda na ponta do icebergue, porque essa crise ainda não é muito visível."

O aviso do chefe de Estado é perentório: o mercado de trabalho pode ainda tornar-se mais hostil. As medidas de mitigação da crise pandémica, tais como o lay-off simplificado, "os complementos, o regime de sucessão do lay-off simplificado e outros apoios sociais" têm "amortecido" o aumento do desemprego, assinala o Presidente da República.

"Sabemos que vai bater fundo, sobretudo em dois tipos de famílias: os mais idosos ou menos jovens, com dificuldade de reajustarem ao mercado de trabalho, e os mais jovens, que tinham projetos que acalentavam e os veem adiados. Em muitos casos, porque tinham empregos precários, são dos primeiros a serem dispensados."

As palavras do Presidente da República surgem no dia em que se soube também que a taxa de desemprego aumentou em junho para 7,3%, mais 1,4 pontos do que em maio e mais 0,7 pontos que no mesmo mês de 2019, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.

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