Ciberataque à TAP. "Dados privados" do Presidente da República divulgados online

Presidente da República também foi vítima do roubo de dados.

A Presidência da República confirmou, esta sexta-feira, que os hackers que fizeram o ataque informático à TAP divulgaram "dados privados" de Marcelo Rebelo de Sousa e que o Presidente já foi informado da partilha de informações.

"O Presidente da República tomou conhecimento da fuga de informação de dados privados, devida a intrusão ilegal de registos da TAP Air Portugal, por um cidadão que a eles tivera acesso. Imediatamente tomou algumas precauções quanto ao único dado que não era generalizadamente conhecido: o endereço digital. Quanto ao resto - nome completo, data de nascimento e residência - já existia esse conhecimento", pode ler-se na nota da Presidência da República.

A TAP revelou que os dados atacados são "nome, nacionalidade, sexo, data de nascimento, morada, e-mail, contacto telefónico, data de registo de cliente e número de passageiro frequente".

A companhia aérea indicou que a informação divulgada relativamente a cada cliente pode variar, reiterando que "não há indícios de que dados de pagamento tenham sido exfiltrados dos sistemas".

O ataque informático, que aconteceu em agosto e que resultou na divulgação online de dados pessoais de clientes da companhia aérea, está a ser investigado pelo Ministério Público (MP) e pela Polícia Judiciária (PJ), além do Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS).

Também na quarta-feira a presidente da comissão executiva da TAP, Christine Ourmiéres-Widener, divulgou um vídeo no qual pediu "sinceras desculpas" aos clientes que viram os seus dados pessoais exfiltrados no ataque informático e garantiu que a companhia aérea está a "reforçar ativamente as medidas de segurança". Por outro lado, recusou qualquer cedência ou compromisso com os cibercriminosos.

"Nós não queremos negociar e não estamos dispostos a recompensar este comportamento de maneira alguma e esperemos que nos apoiem nesta atitude ética", disse Christine Ourmiéres-Widener, concluindo: "O risco de ciberataques está a aumentar e é um perigo que a nossa sociedade irá enfrentar mais e mais no futuro".

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