César atira-se ao PSD: "Rio calunia quem não é sequer suspeito nem acusado"

O presidente do PS acusa Rui Rio de usar o caso de Tancos para se desviar do que realmente interessa aos portugueses. Costa voltou a ser defendido e, já de costas quentes, dirigiu-se ao público de Guimarães sem uma única referência à oposição ou ao caso que marca a campanha.

Em duas noites de comício, duas defesas a António Costa e, consequentemente, dois ataques ao PSD e a Rui Rio. Após as palavras de Miguel Alves, que disse que o líder social-democrata "deitou fora o bebé - partido que tentou construir - e o banho de ética", Carlos César subiu ao palco em Guimarães, no Largo de Donães, para fortalecer o líder socialista.

Depois de ter marcado presença na arruada no Porto, o presidente do PS falou no comício e acusou Rio de falar de "tudo, mas cada vez menos do que interessa à vida real dos portugueses".

O presidente do PS vai mais longe e fala de uma "desorientação muito grande" por parte do PSD, por ter percebido que "não vai contar com o apoio que julgava que os portugueses lhe iam dar".

"É por isso que Rui Rio fala de tudo mas cada vez menos do que mais interessa à vida real dos portugueses, dizendo um dia uma coisa e no outro dia o seu contrário", reiterou, frisando que "num dia não faz julgamentos e noutros, como no caso de Tancos, quer transformar a comissão permanente em tribunal".

Para Carlos César, Rui Rio "sentencia quem ainda nem sequer foi julgado e calunia quem não é sequer suspeito nem acusado". "Era uma pessoa assim que queria ser primeiro-ministro de Portugal", atirou.

Por outro lado, continua, "António Costa revelou-se o fio da balança", um homem que representa a "esperança" e que é uma "garantia de confiança". "É o primeiro-ministro que Portugal precisa".

O presidente do PS dirigiu-se ainda aos portugueses dizendo que "todos são testemunho numa obra que vai ser julgada no próximo dia 6 de outubro".

Costa subiu ao palco depois das costas quentes

E já com as costas quentes, estava na hora do secretário-geral do partido subir ao palco para pedir uma "grande vitória para o PS", com o intuito de manter a "estabilidade" do país nos próximos quatro anos.

"Pensem bem se vale a pena pôr em risco o que já foi alcançado", pede Costa. Pelo segundo dia consecutivo, o líder socialista explica que "governar é uma maratona, não uma corrida de 100 metros" e que o que foi alcançado "não pode andar para trás".

Os apelos são os mesmos dos últimos dias, é preciso "mobilização" e ir às urnas no dia 6 de outubro.

Costa justifica, por exemplo, que o PS não quer que o crescimento acima da média europeia alcançado pelo país seja uma "exceção" e garante que enquanto houver salários baixos, trabalhos não dignos e pobreza "ainda há trabalho a fazer".

As "oportunidades da sociedade digital" também são para ser agarradas, com a crença de que o "país se modernize" ainda mais e "sem deixar ninguém para trás", com todas as gerações incluídas no progresso. "O país só avança quando avançamos todos em conjunto", especifica.

A saída do Reino Unido e a guerra comercial entre a China e os EUA "vão deixar consequências" e Costa quer que Portugal esteja preparado. Por outro lado, também o "nosso futuro depende muito da conclusão das negociações do próximo quadro comunitário de apoio".

O secretário-geral do PS voltou a falar das alterações climáticas e enalteceu que "poucos deram conta de que em 2016 Portugal foi o primeiro país do mundo a assumir o objetivo da neutralidade carbónica".

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