Há 14 pontos a separar PS e PSD na intenção de voto. Costa, Jerónimo e Catarina caem

A três meses das eleições, o PS sobe ligeiramente em relação a julho, mas António Costa sofre um tombo nas avaliações positivas da esquerda. Bloco recupera e liberais continuam acima da CDU.

A sondagem foi feita logo a seguir ao chumbo do Orçamento do Estado e mostra o PS, em ligeira recuperação (em relação a julho), mas com uma forte queda de António Costa, em especial, junto do eleitorado de esquerda.

A três meses das eleições antecipadas, o PS regista 38,5% de intenções de voto, catorze pontos acima do PSD que desce ligeiramente para os 24,4%.

Em terceiro o Bloco de Esquerda recupera cerca de um ponto em relação ao Chega: o partido de Catarina Martins sobe para os 8,8%, o de André Ventura mantém-se nos 7,7%.

Em quinto lugar, apesar de descer, a Iniciativa Liberal (4,7%) mantém uma vantagem mínima sobre a CDU que volta a deslizar e tem agora 4,6% de intenções de voto.

O PAN é sétimo e cai quase dois pontos para os 2,8%, já o CDS recupera e regista 2% de intenções de voto, quando ainda faltam três meses para as legislativas.

Acentua-se o desgaste na avaliação positiva de António Costa que vem perdendo lastro nas últimas sondagens e, neste mês, vê as opiniões negativas superarem as positivas, ficando, pela primeira vez, abaixo da linha de água.

Mas se esta quebra de Costa se nota, em especial, junto dos eleitores de esquerda, com quedas de 20 pontos nas avaliações positivas, certo é que também Catarina Martins e Jerónimo de Sousa sofrem uma quebra nos respetivos eleitorados. Neste mês, entre os líderes partidários apenas Inês Sousa Real está em terreno positivo, empatando avaliações positivas e negativas.

Costa cai mas mantém vantagem, sobre Rui Rio, na confiança para desempenhar o cargo de primeiro-ministro, porque o líder do PSD desce ainda mais. Neste capítulo, nota-se que são quase 30% aqueles que não escolhem Costa nem Rio e aumenta o número daqueles que não têm opinião.

Numa análise mais detalhada, da transferência de voto entre as últimas legislativas e aquele que os inquiridos manifestam, agora, a três meses das eleições, o PS mantém 81% do voto que recebeu em 2019, o PSD 74%. À esquerda, cerca de 30% dos que dizem ter votado no Bloco e na CDU admitem, o voto no PS.

Olhando para o país, é a norte e na área metropolitana do Porto que o PSD mais se aproxima do PS, já nos pequenos partidos, sublinham-se os cerca de 10% de intenção de voto que o Chega recolhe na Área Metropolitana de Lisboa e a Iniciativa Liberal que até ultrapassa esse valor, na Área Metropolitana do Porto.

Se no PS e na Iniciativa Liberal existe um equilíbrio nas intenções de voto de homens e mulheres, PSD e Chega têm a preferência do eleitorado masculino, enquanto, Bloco, CDU e PAN obtêm mais intenções de voto junto das eleitoras.

PS e CDU registam alguns dos melhores resultados junto dos mais velhos (acima de 65 anos), com uma prestação pior na faixa mais jovem. O PSD capitaliza junto daqueles que têm entre 50-64 anos. Bloco e PAN recolhem apoios do voto jovem e o Chega e a Iniciativa Liberal junto da faixa entre 35 e os 49 anos.



Ficha técnica
A sondagem foi realizada pela Aximage para a TSF, JN e DN com o objetivo de avaliar a opinião dos Portugueses sobre temas relacionados com a intenção de voto nas legislativas e avaliação dos políticos. O trabalho de campo decorreu entre os dias 28 e 31 de outubro. Foram recolhidas 803 entrevistas entre maiores de dezoito anos residentes em Portugal. Foi feita uma amostragem por quotas, com sexo, idade e região, a partir do universo conhecido, reequilibrada por sexo e escolaridade. À amostra de entrevistas, corresponde um grau de confiança de 95% com uma margem de erro de 3,46%. A responsabilidade do estudo é da Aximage Comunicação e Imagem Lda. sob a direção técnica de Ana Carla Basílio.

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