"Hipócrita." A palavra que marca o debate com PS, PSD e Chega em troca de acusações

Os serviços da Assembleia da República distribuíram a definição de "hipócrita", ainda com alguns sinónimos: "falso, fingido, impostor".

Mais do que o debate sobre o Orçamento do Estado, a tarde na Assembleia da República (AR) ficou marcada pela palavra "hipócrita". Numa troca de acusações entre o Chega e o PS, o deputado Pedro Frazão acusou de hipocrisia os "socialistas caviar", o que levou à distribuição da definição de "hipócrita" pela bancada do PS.

"Que ou quem mostra algo que não corresponde àquilo que pensa ou sente; que ou quem revela hipocrisia", lê-se na folha distribuída pelos serviços da AR, a pedido dos socialistas. E ainda com os sinónimos: "falso, fingido, impostor".

O PSD pediu prontamente à mesa para intervir, com o líder parlamentar, Paulo Mota Pinto, a acusar os socialistas de baixarem o nível do debate parlamentar. "Para nós, essa não é a forma de levar a cabo o trabalho no Parlamento. Não brincamos com os portugueses", disse.

Na resposta, Eurico Brilhante Dias, do PS, justificou-se com o "insulto" feito à bancada socialista pelo deputado do Chega, criticando ainda o PSD: "Reagiram tarde, muito tarde."

Logo depois das palavras de Pedro Frazão, o líder parlamentar socialista já tinha podido reagir, pedindo "respeito" pela sua bancada. "Não vou permitir que os deputados do PS sejam tratados como hipócritas", contestou.

Tudo começou com o deputado do Chega, Pedro Frazão, no púlpito, acusando os socialistas de "quererem hospitais de luxo para eles e serviço público para o povo".

"Quantos de vocês é que vão ao Hospital da Cruz Vermelha, como fazia do Dr. Mário Soares? Quantos de vocês é que fazem como o Dr. António Guterres que vai a clínicas privadas? E como faz José Sócrates, que no Brasil deve ir a clínicas de luxo. Os socialistas caviar são uns hipócritas", acusou, numa interpelação ao secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, olhando para bancada socialista.

Também o presidente em exercício, Adão Silva, pediu "alguma moderação" a Pedro Frazão, apesar de "poder expressar-se livremente".

Pouco depois, Lacerda Sales respondeu: "A minha missão é resolver fraturas entre os portugueses, que outros querem aumentar", embora admita que "já viu muitas fraturas expostas" enquanto médico ortopedista.

Os deputados debatem ao longo da semana o Orçamento do Estado, na fase de especialidade, aprovando alterações à proposta do Governo.

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