Maioria dá razão a Marcelo: Governo até 2023, com Orçamento aprovado pela esquerda

Sondagem Aximage para TSF-JN-DN apoia promulgação do Presidente aos apoios sociais. Maioria acredita num Orçamento aprovado por toda a esquerda, com PS no Governo até ao fim da legislatura.

Um Governo para durar até ao final da legislatura e em modo de "Geringonça" na aprovação do próximo Orçamento de Estado, é a leitura que se destaca na sondagem da Aximage para TSF-JN-DN, onde 84% dos inquiridos consideram que o executivo vai cumprir o mandato.

E em caso de crise política, quem ganha? O PSD surge como primeira escolha, mas seguido de perto pelo PS, com a curiosidade de os votantes da CDU considerarem que seriam os socialistas os principais beneficiados com uma crise. Nessa lista, o Chega surge em terceiro lugar. Mas quase um quarto dos inquiridos não sabe quem teria vantagem numa crise.

O cenário de crise costuma estar associado ao eventual chumbo de orçamentos, mas nesta sondagem, mais de metade das respostas apontam para uma aprovação e à esquerda. 52% dos inquiridos consideram que o PS tem condições para ver aprovado o Orçamento para 2022, sendo que esta convicção reúne 86% dos eleitores da CDU, 66% do Bloco e 73% do PS. Apenas 25% dos inquiridos admitem a possibilidade de um chumbo.

Sobre os parceiros privilegiados para viabilizar o Orçamento, 30% elegem a dupla Bloco-PCP, num cenário que é apoiado pelos que dizem votar no PS, BE e ainda mais (88%) pelos eleitores da CDU. Em segundo lugar, surge a hipótese de uma aprovação pelo PSD (21%). Em terceiro, o cenário de ser apenas o BE aprovar o Orçamento (10%) e os outros cenários ( PSD-IL-CDS ou PCP isolado) registam valores abaixo de dez por cento.

A sondagem procurou ainda saber como foi seguido o diferendo entre Belém e São Bento a propósito da promulgação de diplomas para apoios sociais, contra a vontade do Governo. Enquanto ainda se aguarda a decisão do Tribunal Constitucional, constata-se que 61% dos inquiridos leram ou ouviram falar sobre o assunto que passou à margem de outros 39%.

Entre quem acompanhou as divergências públicas, metade dos inquiridos dão razão ao Presidente, 23% ao primeiro-ministro e 19% dividem-se entre os dois mas, questionados sobre o eventual impacte que este caso pode ter nas relações entre Belém e São Bento, apenas 11% encontram motivos para uma grande repercussão. 32% apontam um efeito médio, 27% pequeno e 17%, nenhum. Sendo que o PS se divide entre um médio e um pequeno reflexo.

Marcelo Rebelo de Sousa surge como quem retirou mais ganhos políticos desta questão. Até junto do eleitorado socialista nesta sondagem, são mais aqueles (31%) que consideram que foi o Presidente quem saiu vencedor, contra os 21% que escolhem o primeiro-ministro e apenas 14% encontram vitória para a oposição.

Ficha técnica

A sondagem foi realizada pela Aximage para a TSF-JN-DN, com o objetivo de avaliar a opinião dos Portugueses sobre temas relacionados com a polémica sobre os apoios sociais. O trabalho de campo decorreu entre 22 e 25 de abril de 2021. Foram recolhidas 830 entrevistas entre maiores de dezoito anos residentes em Portugal. Foi feita uma amostragem por quotas, com sexo, idade e região, a partir do universo conhecido, reequilibrada por sexo e escolaridade. À amostra de entrevistas, corresponde um grau de confiança de 95% com uma margem de erro de 3,40%. A responsabilidade do estudo é da Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direção técnica de José Almeida Ribeiro.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de