Nuno Melo acusa direção do CDS de "tentativa de golpe de estado institucional"

Candidato à liderança do partido defende que os militantes não podem ser expropriados "da sua capacidade de decidirem o que querem em relação ao seu futuro".

O candidato à liderança do CDS-PP Nuno Melo acusa o atual presidente do partido, Francisco Rodrigues dos Santos, e a direção de estarem a tentar levar a cabo um "golpe de estado institucional" no partido.

Na origem das críticas está a marcação de um Conselho Nacional extraordinário para desconvocar o Congresso eletivo do partido, agendado para daqui a um mês.

"Até em 1975, debaixo de fogo, o CDS realizou o seu Congresso", assinalou o candidato. "Não é agora, chegados a 2021, que vamos expropriar os militantes da sua capacidade de decidirem o que querem em relação ao seu futuro", defendeu Nuno Melo.

O CDS "vive hoje o primeiro ato de uma tentativa de golpe de estado institucional que quero denunciar e repudiar vivamente". A meio da reunião que decorreu esta noite no Largo do Caldas, perante dezenas de apoiantes, Nuno Melo deixou também duras críticas e prometeu combater este ato - que considera ilegal -, recorrendo mesmo ao Tribunal Constitucional (TC).

"A única coisa que nos resta é um grito pela legalidade e pela decência", argumentou, antecipando desde já um "recurso para os órgãos institucionais, depois para o TC, e depois para tudo o resto".

Nuno Melo fez chegar aos jornalistas uma carta de apoio subscrita por dezenas de eleitos nas estruturas do partido e senadores que repudiam a intenção de adiar o Congresso para depois das legislativas.

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