Salvador Malheiro admite que "poucos reúnem as condições que Montenegro reúne" para liderar PSD

Entrevistado no Fórum TSF, Salvador Malheiro admite que Luís Montenegro tem todas as condições para ser um bom líder para o PSD. "É das figuras que reúne melhores condições para o fazer", atira.

Salvador Malheiro, vice-presidente dos sociais-democratas, reconheceu nesta terça-feira que o PSD deverá ter, em breve, uma nova liderança, admitindo também agora que Luís Montenegro pode ser um bom candidato.

O social-democrata assumiu não ter "qualquer problema" em olhar para Luís Montenegro como solução para a liderança do PSD. "É das figuras que reúne melhores condições para o fazer. Poucos reúnem as condições que Luís Montenegro reúne."

Começará ainda esta semana o processo que conduzirá a uma nova liderança, com a Comissão Política nacional a reunir-se para definir o calendário para a escolha do sucessor de Rui Rio.

Salvador Malheiro</a> lembra a solidariedade com o 'seu' presidente. "Eu sou daqueles que estarei pronto para ajudar o meu partido em todas as circunstâncias. Naturalmente que, sendo totalmente solidário com Rui Rio aquando da sua decisão de sair, também sairei, mas irei contribuir, enquanto militante de base, para um projeto sólido."

"Nós iremos reunir a Comissão Política ainda esta semana para definir esses timings e depois naturalmente o Partido Social Democrata terá aqui um período em que tem de estar unido em torno de uma nova liderança", declarou, no Fórum TSF. O vice-presidente do PSD considerou ainda "importante que essa liderança tenha a humildade, o espírito de missão de reconhecer que serão períodos complicados", bem como a noção de que o PSD é "um grande partido".

Na noite eleitoral, questionado sobre o futuro à frente do partido, Rui Rio</a> abriu a porta de saída. "Não consigo argumentar como posso ser útil ao PSD [caso se confirmasse a maioria absoluta socialista, como veio a acontecer]. Se se confirmar que o PS tem uma maioria absoluta, eu sinceramente não posso ver como poderei ser útil neste enquadramento." Enquadramento que veio a confirmar-se. O PS ganhou, e António Costa conseguiu o que pediu aos portugueses: uma maioria absoluta, com 117 deputados garantidos e 41,68% dos votos. O PSD conquistou 27,8% das votações. Apesar do ambiente de "lua de mel" vivido durante o último congresso social-democrata, Luís Montenegro</a> já tinha alertado que um partido como o PSD analisa sempre os resultados de um ato eleitoral.

No Congresso do PSD, que se realizou em dezembro, Luís Montenegro</a>, pôs fim ao "tempo de recato". Há dois anos perdeu as eleições diretas com Rui Rio</a>, e foi questionado pelos jornalistas acerca do futuro. "Eu andei sempre aqui e não mudarei a minha postura." O social-democrata justificou que, durante dois anos, o recato serviu para ajudar a eliminar do partido crispações e divergências.

"Empenhadíssimo em ajudar o partido a vencer as eleições. Espero eu e esperam seguramente todos os militantes e sobretudo a população portuguesa que ambiciona uma alternativa política capaz de dar ao país o desenvolvimento que o país não tem há alguns anos", referiu o antigo candidato à liderança do PSD.

O antigo líder parlamentar do PSD Luís Montenegro</a> antecipava que "o mais provável" era o PS ter um novo líder em março, com uma derrota dos socialistas nas legislativas. Lado a lado com Rio, que chegou a criticar, Montenegro reiterou nessa altura que os social-democratas estavam "concentrados em ganhar" as eleições. "Eu não sei se o PS vai mudar de líder em fevereiro ou março, se calhar vai. Se calhar o mais provável é que lá para março tenhamos outro líder do PS", previu.

Luís Montenegro</a> escusou-se, também durante o 39.º Congresso Nacional do PSD, a responder se o futuro da liderança de Rui Rio</a> estaria em jogo depois das legislativas, vincando que os social-democratas estavam "concentrados em ganhar".

"Cá estaremos para analisar as eleições, qualquer que seja o seu resultado. O PSD nunca deixa de analisar os resultados eleitorais em qualquer circunstância. Nós neste momento estamos concentrados em ganhar", afirmou, num elogio à unidade propalada ao longo do Congresso, que disse ser "muito genuína e autêntica".

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