Ministra da Coesão confirma reabertura da linha do Douro até à fronteira

Ana Abrunhosa levou a boa nova a Lamego, onde encerrou o dia comemorativo dos 20 anos do Alto Douro Património Mundial.

A exigência dos autarcas e outras entidades da região do Douro já é antiga, mas, esta terça-feira, teve resposta por parte da ministra da Coesão Territorial. Em Lamego, no encerramento da cerimónia evocativa dos 20 anos do Alto Douro Vinhateiro Património Mundial, Ana Abrunhosa fez o anúncio: "Vamos fazer a linha do Douro. É um desígnio deste território. Mal andariam os governos que não apoiassem o projeto".

A ministra não limitou a ambição a Portugal e passou a fronteira com Espanha. É que, segundo disse, "a Linha do Douro não é só até Barca d"Alva". Importa, por isso, "ter a capacidade de convencer os irmãos do outro lado de como é importante esta linha até Salamanca".

A necessidade de reabilitar e reabrir a linha ferroviária do Douro entre Pocinho (Vila Nova de Foz Côa) e Barca de Alva (Figueira de Castelo Rodrigo) já tinha sido confirmada, por unanimidade dos deputados na Assembleia da República, em março deste ano.

A discussão foi gerada por uma petição da Liga dos Amigos do Douro Património Mundial com quase 14 mil assinaturas e por várias propostas do BE, PCP, PEV, PAN e PSD. Com mais ou menos alíneas, em suma, todos defenderam que a linha deve ser completamente modernizada entre Ermesinde e Pocinho e totalmente recuperada até Barca d"Alva.

Na ocasião também foi sublinhada a necessidade de se sensibilizar o Governo espanhol para reabilitar o troço entre Vega Terrón, junto à fronteira, e Salamanca. O objetivo seria ligar aquela cidade à do Porto, ambas Património Mundial da UNESCO, tendo no meio duas regiões com o mesmo estatuto: o Alto Douro Vinhateiro e o Parque Arqueológico do Vale do Côa.

Para além da reabertura dos 28 quilómetros da linha do Douro encerrados em 1988, entre Pocinho e Barca d"Alva, também se defendeu a reabertura de linhas "afluentes", com as do Tâmega, Corgo e Sabor.

Esta terça-feira, no Teatro Ribeiro Conceição, onde se comemoraram os 20 anos do Alto Douro Vinhateiro Património Mundial, o presidente da Comunidade Intermunicipal do Douro, Carlos Silva Santiago, reclamou que "estava à espera que a região recebesse "como presente a notícia da reabertura" daquele troço de via-férrea. A ministra acabou por anunciá-la, arrancando palmas da plateia que a ouvia.

Ana Abrunhosa assumiu que "pode não ser um trabalho fácil", mas, frisou que "quem anda na vida pública e política sabe muito bem como a navegabilidade do Douro era, há uns anos, um sonho e hoje é uma realidade". "É uma obrigação alimentar sonhos e, a cada dia que passa, torná-los realidade", insistiu.

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