Plano de contingência nos aeroportos a 100% a partir desta segunda-feira

O plano começou a ser aplicado há cerca de um mês. O MAI garante que não tem havido constrangimentos assinaláveis desde então, apesar de situações pontuais em Lisboa e Faro.

O plano de contingência nos aeroportos começa esta segunda-feira a funcionar a cem por cento. Até agora, tinha sido aplicado de forma gradual. A partir desta segunda-feira, entra em vigor com o número máximo de meios pensados para o verão, mas o Ministério da Administração Interna (MAI) garante que, apesar de forma faseada, o primeiro mês do plano de contingência já reduziu os tempos de espera nos aeroportos de forma significativa.

Em resposta à TSF, o MAI garante que, na última semana, diminuíram substancialmente os tempos máximos de espera, em especial, no aeroporto de Lisboa. Como exemplo, o Governo assegura que, na última semana, no aeroporto Humberto Delgado só muito raramente as filas chegaram a uma hora. Em regra, o tempo de espera foi muito abaixo dos 60 minutos.

O Ministério sublinha mesmo que, apesar do grande número de voos e passageiros, não houve constrangimentos assinaláveis desde que o plano de contingência começou a ser aplicado, há cerca de um mês. A única exceção foram situações pontuais nos aeroportos de Lisboa e Faro.

O MAI adianta que, desde o início de junho, foram colocados mais 55 inspetores do SEF nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro. Esta segunda-feira começa a formação prática dos últimos 42 agentes da PSP, num total de 176 polícias que receberam o curso de controlo de fronteiras dado pelo SEF.

O Governo destaca ainda as novas soluções tecnológicas e operacionais do plano de contingência. Por exemplo, as portas tecnológicas, as chamadas "E-Gates", já processam cerca de 45% dos passageiros que chegam ao aeroporto de Lisboa. Além disso, a ANA está a desenvolver uma aplicação informática para telemóveis, para informar e ajudar os passageiros, bem como a melhorar a sinalética para simplificar os canais dedicados ao fluxo dos turistas que chegam a Portugal.

O reforço do número de inspetores permitiu aumentar a taxa de ocupação das boxes, ou seja, dos postos de controlo do SEF nos períodos de maior afluência. Os passageiros foram, assim, processados mais rapidamente.

Durante este fim de semana, no aeroporto de Lisboa, foram cancelados mais de uma centena de voos. Neste caso, o problema está relacionado com greves que afetam vários aeroportos europeus e também com a falta de pessoal das companhias aéreas.

"Reforço significativo" e "suficiente" para que o caos não volte ao aeroporto de Lisboa

À TSF, José Aleixo, inspetor chefe do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), adianta que, a partir desta segunda-feira, num plano geral, há mais 24 inspetores do SEF e 52 agentes da PSP, mais 16 que estão a entrar em formação, o que perfaz um total de 68.

Os que estão em formação "estarão prontos daqui a 15 dias" e, depois, "entram a trabalhar integrados nas equipas e enquadrados e sempre acompanhados por inspetores do SEF".

José Aleixo considera que este contingente "será suficiente" para que "não voltem a acontecer filas de espera de muitas horas", sublinhando que este é "um reforço significativo" quando comparado com o verão de 2019, antes da pandemia.

"Reforço de recursos humanos e tecnologia permitiram aliviar constrangimentos"

Também ouvido pela TSF, o diretor do SEF, Fernando Silva, diz que os últimos agentes da PSP, que vão reforçar as equipas do SEF, já começaram a ser formados prevendo-se que, desta forma, os problemas das longas filas de passageiros em Lisboa fiquem resolvidos

"O último grupo de 42 agentes apresenta-se nos vários aeroportos do país e, a partir deste momento, ficamos com o número que será consolidado em termos de recursos humanos para o verão, que implica não só os elementos que habitualmente prestam serviço nas fronteiras aéreas, acrescido dos 55 inspetores de outras unidades orgânicas externas aos aeroportos, que estão também alocados aos aeroportos nacionais para reforço no período de verão, os elementos da PSP que terminaram a parte teórica e prática do curso de formação em controlo de fronteiras e que estão sob supervisão dos SEF a acompanhar os inspetores nas atividades de primeira linha", explica.

O diretor nacional do SEF diz ainda que os efeitos de reforço de recursos humanos sentiram-se quase de forma imediata e, em junho, os tempos de espera chegaram a ser inferiores aos de 2019.

"Durante todo o mês de junho, só no aeroporto de Lisboa foram controlados quase um milhão de passageiros. Esse controlo decorreu, em geral, sem constrangimentos de maior, os tempos de espera chegaram a ser inferiores aos de 2019 e o movimento não foi inferior. O reforço em termos de recursos humanos e as alterações que se fizeram também a nível da utilização da tecnologia permitiram, em muito, aliviar os constrangimentos que estávamos a sentir e que o resto da Europa sente ainda hoje. Este plano de contingência aplica-se não só a Lisboa, Porto e Faro, como ainda aos aeroportos dos Açores e da Madeira", acrescenta.

* Notícia atualizada às 11h31

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