igualdade de género

Tristeza sem fim. Mais de metade das mulheres portuguesas não estão felizes com a vida

Até que ponto se cumpriram as expectativas que as mulheres tinham relativamente à vida e qual o grau de felicidade com a mesma? O mais comum é que os resultados fiquem abaixo ou muito abaixo das expectativas, diz o estudo da FFMS.

Na verdade, menos de metade das mulheres sentem-se felizes ou muito felizes, duas em cada dez dizem-se quase felizes e um terço mostram-se infelizes com a vida, segundo o estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS).

No que diz respeito ao aspeto físico, por exemplo, o mais habitual é que as mulheres se sintam infelizes com a silhueta, sendo que as lésbicas sentem-se três décimas mais felizes com o aspeto físico que as heterossexuais.

Entre os 18 e os 27 anos, as mulheres sentem-se felizes com quase metade das "facetas" que afetam a sua vida: o companheiro, as amigas, os amigos, a mãe e os irmãos.

Na faixa etária seguinte, entre os 28 e os 34 anos, os filhos roubam ao companheiro a primeira posição no ranking de felicidade.

Já nas mulheres entre os 35 e os 49 anos, a felicidade diminui em quase todas as facetas: o companheiro é a faceta que tem a pior pontuação, sendo que da terceira posição passa a ocupar a quinta. Ou seja, nesta faixa etária, as mulheres dizem-se felizes com quatro facetas: filhas, amigas, amigos e mãe.

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O companheiro e a mãe

Na barreira dos 50 anos, as mulheres sentem-se felizes também com os netos.

O companheiro e a mãe são as únicas facetas que mudam de estatuto com a idade. Nas primeiras faixas etárias, situam-se na área de conforto e depois passam à zona intermédia.

O estudo debruça-se ainda sobre os cenários em que se maximiza ou minimiza a felicidade das mulheres com a vida.

O companheiro é o que mais afeta a felicidade. Ter um companheiro com quem se sentem infelizes é pior do que não ter companheiro nenhum. Por outro lado, ter um companheiro com quem se sentem muito felizes afeta a felicidade com a vida de forma muito positiva.

Por outro lado o aspeto físico, o bem-estar, o tempo para si própria é a segunda faceta mais determinante para a felicidade.

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