Cavaco Silva destacou a «rara sensibilidade e profundo humanismo» do escritor que faleceu esta sexta-feira. Passos Coelho realçou a obra «marcante» do escritor.
O Presidente da República, Cavaco Silva, considerou que Urbano Tavares Rodrigues, que faleceu esta sexta-feira aos 89 anos, era um escritor «dotado de rara sensibilidade e de profundo humanismo».
«Urbano Tavares Rodrigues não era apenas o escritor e o artífice da palavra cuja originalidade se desdobrou em dezenas de obras de ficção inesquecíveis. Era também um académico brilhante, que mereceu justamente a estima e o afeto de gerações de alunos, uma personalidade cuja afabilidade de trato marcou quantos tiveram o privilégio de com ele contactar», acrescentou.
Cavaco recordou ainda que «por todas as qualidades que o distinguiram, foi com profundo apreço que, em 2008, lhe atribui a Grã-Cruz da Ordem de Sant'Iago de Espada».
O gabinete do primeiro-ministro também lamentou a morte deste escritor, jornalista, professor e militante do PCP, que teve uma obra «marcante no contexto cultural e social nas últimas seis décadas».
Na mensagem divulgada pelo gabinete de Passos Coelho, é ainda endereçada à família de Urbano Tavares Rodrigues uma «respeitosa homenagem, devido ao grande vulto» que hoje faleceu.