Política

Alexandra Reis demite-se a pedido de Medina

Tiago Petinga/Lusa (arquivo)

Fernando Medina quis "preservar autoridade política do Ministério das Finanças" e, por isso, pediu a demissão da Secretária de Estado do Tesouro que foi "prontamente aceite".

Três dias depois de estalar a polémica, Alexandra Reis está fora do Governo. O ministro das Finanças pediu a Alexandra Reis que apresentasse o pedido de demissão que foi "prontamente aceite" pela até agora secretária de Estado do Tesouro.

A informação foi adiantada num comunicado assinado por Fernando Medina onde explica que tomou a decisão "no sentido de preservar a autoridade política do Ministério das Finanças num momento particularmente sensível na vida de milhões de portugueses".

"No momento em que enfrentamos importantes exigências e desafios, considero essencial que o Ministério das Finanças permaneça um referencial de estabilidade, de autoridade e de confiança dos cidadãos. São valores fundamentais à boa condução da política económica e financeira e à direção do setor empresarial do Estado", lê-se ainda na nota assinada pelo ministro das Finanças.

O último ponto do comunicado é um agradecimento à até agora secretária de Estado por "todo o trabalho desenvolvido", sublinhando o "curriculum profissional de enorme mérito e qualidade" e reconhecendo ainda a "a integridade e correção com que neste período pessoalmente difícil assegurou a defesa do interesse público".

Este é o último desenvolvimento da polémica com a indemnização recebida por Alexandra Reis quando abandonou a administração da TAP, tendo sido esta terça-feira conhecidos os esclarecimentos enviados pela TAP aos ministros das Finanças e Infraestruturas.

Nessa informação, a companhia aérea revela que a atual secretária de Estado do Tesouro pretendia, inicialmente, receber quase um milhão e meio de euros da TAP pela cessação do contrato de trabalho sem termo que tinha firmado com a empresa.

De resto, estas explicações foram enviadas por Fernando Medina e Pedro Nuno Santos à Inspeção-Geral de Finanças e à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários "para avaliação de todos os factos que tenham relevância no âmbito das suas esferas de atuação".

Filipe Santa-Bárbara