A eletrificação bipolar da linha do Oeste e o mistério dos comboios que desaparecem

A eletrificação bipolar da linha do Oeste e o mistério dos comboios que desaparecem

Lisboa (Alcântara Terra) > Caldas da Rainha > Coimbra B. Mochila às costas, bilhetes na mão, sentidos apurados, gravador preparado e embarcamos uma semana para uma viagem (inesquecível) de comboio. À janela, observamos o melhor e o pior das linhas de comboio portuguesas. Acertamos agulhas e tentamos perceber qual a "Próxima Estação" para a ferrovia nacional: o que vai evoluir o país com o plano ferroviário para 2030 e o que deixou para trás.

"Onde está a sua cama?" Quando a pergunta que fizeram a Kapuscinski na Índia se aplica a Portugal

"Onde está a sua cama?" Quando a pergunta que fizeram a Kapuscinski na Índia se aplica a Portugal

Elvas > Entroncamento. Mochila às costas, bilhetes na mão, sentidos apurados, gravador preparado e embarcamos uma semana para uma viagem (inesquecível) de comboio. À janela, observamos o melhor e o pior das linhas de comboio portuguesas. Acertamos agulhas e tentamos perceber qual a "Próxima Estação" para a ferrovia nacional: o que vai evoluir o país com o plano ferroviário para 2030 e o que deixou para trás.

Guatemala

Percorrer o mundo em tempo de Covid. "É uma fase complicada mas única e histórica"

João Amorim ficou infetado com Covid-19 em Portugal. O pormenor seria irrelevante, não fosse a profissão do são-joanense de 29 anos. Há 11 anos, quando terminou o ensino secundário, João Amorim candidatou-se a Bioquímica e entrou na universidade, sem certezas quanto à sua vocação. Terminado o curso com sucesso, começou a trabalhar, mas "não estava feliz". O impulso inexplicável dizia-lhe que fosse viajar, e a Gap Year Portugal abriu-lhe as portas à primeira grande viagem: pela América Latina. "Em todos os países onde estávamos era verão, andávamos a seguir o sol", lembra o autor da página followthesuntravel. As respostas não chegaram com a perseguição ao corpo celeste, mas a estrela jorrou luz sobre todas as perguntas. A viagem tinha de ser feita como Saramago escrevera: "ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite, com o sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava". Hoje João Amorim viaja profissionalmente, é líder de viagens na Landescape, e mal pára em casa. Gosta de ter "coisas para contar" das rotas sempre recomeçadas, com novos caminhos traçados e inaugurais passos dados, admite. E as memórias do tempo da pandemia também são histórias dessa "vida a ser vivida", assegura o viajante.