Paulo Baldaia

Não há neutralidade entre o Homo sapiens e o Homo fóbico

Lidamos com dificuldade com o tema da homofobia, não empenhamos todos os nossos esforços para a combater, como fazemos, e bem, com o racismo. Preferimos ignorar, fazer de conta que não vemos. A secretária de Estado que se coloca em cima do muro, julgando que é possível defender um dever de neutralidade, faz o que faz muita gente faz, inclusive na comunicação social portuguesa, para quem os insultos a Cristiano Ronaldo no primeiro jogo contra a Hungria passaram claramente ao lado. Um estádio a gritar "Ronaldo homossexual", no dia em que os húngaros aprovaram a lei de que agora tanto se fala, mereceu da Federação Portuguesa de Futebol uma atitude de macaco. Macaco sábio, que tapa os olhos, os ouvidos e a boca, para não ver o mal, ouvir o mal e não dizer o mal, na esperança de que ele assim não exista. Alguém imagina possível todo este silêncio se os gritos de Budapeste tivessem sido racistas contra Danilo ou William, por exemplo?

Raquel Vaz Pinto

Futebol, Nações e Emoção

Depois de muito, muito sofrimento a nossa seleção passou à fase seguinte. Um jogo pleno de emoções fortes, no qual entrámos muito bem e que acabou (com muitos nervos na segunda parte) num empate. Passamos agora à fase seguinte, ou seja, aos oitavos-de-final. Em termos de adversários vamos jogar com a Bélgica. Uma das seleções mais talentosas que tem um motor de classe mundial de seu nome Kevin de Bruyne, e jogadores poderosos como Romelu Lukaku, que está numa forma olímpica, e tantos, tantos outros. Não vai ser um jogo fácil, mas Portugal tem muito, muito talento do seu lado também.