EUA devem investir internamente para vencerem competição com China e Rússia

Para Blinken, "não há nada que reforce mais a posição e a influência dos EUA no mundo do que um investimento na mão de obra, no dinamismo económico, na capacidade de inovação e nas infraestruturas".

Os EUA devem investir internamente se quiserem ganhar a competição mundial, económica, mas também política, com a China, defendeu o chefe da diplomacia norte-americana, Antony Blinken.

Num discurso na Escola de Engenharia da Universidade de Maryland, perto de Washington, sobre a necessidade de uma "renovação" norte-americana, o secretário de Estado disse na segunda-feira que "a renovação nacional e a força (dos EUA) no mundo estão totalmente ligadas".

"Provavelmente, mais do que nunca na minha carreira, inclusive na minha vida, todas as distinções ente política interna e estrangeira simplesmente desapareceram", disse o governante.

De forma específica, para Blinken, "não há nada que reforce mais a posição e a influência dos EUA no mundo do que um investimento na mão de obra, no dinamismo económico, na capacidade de inovação e nas infraestruturas".

Desta forma, Blinken explicitou a ideia que está no centro da política externa do presidente Joe Biden: demonstrar que as democracias funcionam para vencer a competição inédita com os "autocratas", China à cabeça.

"Os nossos rivais estão a aproximar-se de nós, lentamente, mas seguramente. Em alguns domínios, já estão à nossa frente", considerou Blinken, que preveniu para o risco de os EUA se tornarem "menos competitivos num mundo mais competitivo".

Enquanto Biden fez do seu programa de investimentos nas infraestruturas dos EUA, em sentido largo, uma das bandeiras do seu mandato, e procura vê-lo aprovado no Congresso, o secretário de Estado sublinhou que a China investe neste domínio "três vezes mais" do que os EUA.

"Os governos chinês e russo, entre outros, afirmam, tanto em público como um privado, que os EUA estão em declínio, e que é melhor aderir à sua visão autoritária do mundo do que à nossa visão democrática", declarou.

"Se nós e todas as democracias conseguirmos mostrar que damos resultados aos nossos cidadãos, então poderemos refutar esta mentira, que os países autoritários adoram contar, segundo a qual o nosso sistema está polarizado e paralisado ao extremo, e que o deles responde melhor às necessidades e aspirações das populações", desejou.

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