
Créditos: Luís Forra/Lusa
A ministra do Ambiente apresentou esta tarde aos jornalistas o plano de atividades para o próximo ano; 2026 vai estar repleto de obras em várias frentes mas o tratamento do lixo urbano não implica aterros novos
A política dos três R's, volta a estar em cima da mesa no Ministério do Ambiente, porque os aterros estão a ficar cheios e, para ganhar tempo de vida útil, têm de ser geridos de forma mais eficiente de modo a que Reduzir, Reciclar e Reutilizar seja uma realidade num país onde cada habitante produz quase um quilo e meio de resíduos por dia.
Muitos aterros sanitários estão praticamente cheios e outros muito perto de estarem esgotados, mas a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, afasta a criação de novos aterros.
"A nossa política não é construir aterros e há uma recomendação da Comissão Europeia para reduzirmos a quantidade de resíduos que vão para aterro para 10%, mas temos mais de 50%, que seguem para aterro, por isso não faz sentido aumentar a capacidade com novos aterros e investir em novos aterros", sublinha Maria da Graça Carvalho.
O que o Governo está a fazer é analisar os aterros existentes, aqueles que podem ser otimizados para que continuem a ser utilizados e construir novas células nos aterros existentes para aumentar a sua capacidade. Por outro lado, é preciso reduzir a quantidade de lixo produzido em casa.
"Não podemos ser um dos países que mais resíduos produz na Europa, não há explicação para isso. Para evitar que isso aconteça, Maria da Graça Carvalho, anuncia, para 10 de abril, o arranque do Sistema de Depósito e Reembolso (SDR).
O SDR, explica, "consiste na deposição de embalagens, de plástico e alumínio, que são colocadas em pontos fixos e têm um retorno de dez cêntimos por embalagem".
"Esperamos que todos criemos o hábito de colocar as embalagens nestes locais, para que sejam recicladas e, consequentemente, a taxa de reciclagem em Portugal aumente", adianta a ministra do Ambiente.
Estamos a falar de 2500 pontos de recolha em máquinas e oito mil pontos manualmente, o que significa um total de 10.500 locais distribuídos por todo o país.
Questionada se o Governo está a equacionar construir mais incineradoras de lixo urbano, Maria da Graça Carvalho diz que isso não está a ser equacionando, embora tanto na Maia como em Loures exista espaço para criar uma nova linha de queima. Mas isso cria impactos no clima com o aumento das emissões de CO2.