"Isto ainda não acabou." Soure assume preocupação com "fotografia de destruição" que cheias podem provocar

Créditos: Paulo Novais/Lusa
À TSF, o autarca de Soure, Rui Fernandes, sublinha que há ainda quem esteja sem acesso a água e luz no concelho, uma vez que as equipas começaram a operar "pela primeira vez" esta segunda-feira para reparar a linha de baixa tensão. Este, diz, tem sido uma espécie de jogo do "gato e do rato"
"Para nós, isto ainda não acabou." O alerta é do autarca de Soure, Rui Fernandes, que assume a preocupação perante a possibilidade de novas cheias e vento forte, que provocam uma "fotografia de destruição" que demora "muitos dias a resolver".
Em declarações à TSF, Rui Fernandes assinala que o temporal previsto para a madrugada desta segunda-feira em Soure, no distrito de Coimbra, não atacou o território com força. Esta "abertura" meteorológica, diz, tem permitido desenvolver alguns trabalhos, nomeadamente no que diz respeito às reparações de coberturas e outros danos provocados pela passagem da depressão Kristin.
Ainda assim, ressalva que o pesadelo "ainda não acabou", uma vez que para as populações do Baixo Mondego, Montemor-o-Velho e das zonas ribeirinhas do concelho de Coimbra estão ameaçadas pela precipitação intensa, que pode dar origem a novas cheias.
"Isto ainda não acabou porque a questão das cheias, a passagem do vento provocam uma fotografia de destruição. As cheias são um filme, um contínuo que demora muitos dias a resolver e, portanto, para nós, isto ainda não acabou", sentencia.
No concelho de Souré há ainda quem esteja sem acesso a água e luz, uma vez que só esta segunda-feira - passados seis dias da passagem do temporal - é que começou a ser reparada a linha de baixa tensão que liga a eletricidade às casas da população.
"Só hoje começaram a operar pela primeira vez as equipas que vêm a reparar a [linha de] baixa tensão. Quer dizer, o fio que chega casa a casa, pessoa a pessoa. Por isso, a nossa situação na rede elétrica é muito volátil", explica.
Apesar de ter mais de 30 geradores a funcionar no concelho, denuncia que há "muitas avarias", o que torna o acesso à energia uma espécie de "jogo do gato e do rato".
"Eu neste momento posso ter 75 a 80% das pessoas ligadas e, daqui a bocado, porque há uma linha de baixa tensão que ainda está no chão, um dos disjuntores do gerador pára e lá se vai a luz para uma aldeia inteira, quando não para uma IPSS. De maneira que é um jogo do gato e do rato", lamenta.
Rui Fernandes garante que o esforço para reparar tudo o mais depressa possível está a ser enorme, assim o tempo o permita.