
Créditos: António Pedro Santos/Lusa (arquivo)
O presidente da Câmara Municipal de Soure refere, na TSF, que há "uma dezena de pessoas" em risco
A autarquia de Soure, no distrito de Coimbra, admitiu esta quinta-feira retirar preventivamente pessoas de casas localizadas perto de uma ponte que está em risco, na sequência da subida do caudal do Rio Mondego.
Segundo Rui Fernandes, presidente da câmara, há "uma dezena de pessoas" que vive junto à ponte que permite a passagem de Vila Nova de Anços para os campos de Esteira e Cercal. "Por precaução", as pessoas podem ter de ser retiradas de casa devido à subida das águas.
"Trata-se de uma estrutura que está em risco, porque resultou da obra hidráulica do rio Mondego realizada entre 2021 e 2024", explicou, em declarações à TSF.
Sobre o canal de rega entre Formoselha, em Montemor-o-Velho, e Granja do Ulmeiro, em Soure, na margem direita do rio Mondego - que rebentou esta quinta-feira de manhã -, o autarca adiantou à Lusa que "não há" pessoas afetadas. À TSF, referiu também que "não há nenhuma ameaça, a não ser aos bens agrícolas".
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.