Paulo Rangel pode ter um "efeito Moedas" nas legislativas

Um "efeito Rangel" à moda de um "efeito Moedas", que não é mais do que um "efeito surpresa" com que nas autárquicas o PSD foi brindado. É neste resultado, já nas legislativas, que acredita o eurodeputado José Manuel Fernandes, que foi entrevistado esta manhã por Fernando Alves, na Manhã TSF.

José Manuel Fernandes considera que o Partido Social-Democrata tem uma oportunidade de falar aos portugueses, tal como terá Paulo Rangel, agora que as eleições legislativas foram marcadas para 30 de janeiro e com a possibilidade de os sociais-democratas verem o congresso antecipado. Num debate com David Justino, conduzido por Fernando Alves na Manhã TSF, o eurodeputado referiu que os congressos são "galvanizadores", servindo para "unir", e que esta hipótese de debate interno constitui uma forma de "crescer para vencer".

Um dos defensores de Paulo Rangel, o eurodeputado garante que "o partido precisa de uma nova liderança", já que "o PSD ainda não está, com a atual liderança, no caminho do crescimento". José Manuel Fernandes acredita por isso que, nas legislativas, é possível verificar-se um "efeito Moedas, agora efeito Rangel", potencializado pelo candidato opositor ao líder social-democrata.

"Conhece-se com clareza e em pouco tempo a proposta de Paulo Rangel"

Relativamente às sondagens divulgadas esta manhã pela TSF, José Manuel Fernandes considera que "Paulo Rangel tem feito uma campanha positiva". O eurodeputado advoga que, desta forma, é também feita a campanha para as legislativas.

José Manuel Fernandes questiona: "Que Portugal queremos para 2030?" O eurodeputado acredita que as reformas necessárias para o país não têm sido feitas pelo Partido Socialista e no equilíbrio feito com os partidos da esquerda. De acordo com a sondagem, o eurodeputado diz ser óbvia a queda de Catarina Martins, Jerónimo e Costa, e a dificuldade em descolar por parte de Rui Rio, pelo que espera - e crê - que haja um "efeito Rangel".

Dando uma alfinetada a Rui Rio, José Manuel Fernandes exorta: "Temos de ter políticos à altura." E que políticos são estes? Os que apresentam verdadeiras propostas e que não tecem certos comentários acerca do Presidente da República, os que fazem uma campanha positiva, conclui.

Quanto à antecipação do congresso, o social-democrata aponta-o para dezembro, e critica o líder: "Ouvi o presidente Rui Rio dizer 'não sei se consigo'. Já deveria saber, face às regras estatutárias." José Manuel Fernandes admite que um Congresso para dezembro dará tempo para preparar a estratégia e ter um momento de "união absoluta", bem como tempo de os candidatos apresentarem as suas propostas antes de 30 de janeiro.

As declarações de Rio quanto à hipótese de antecipar as internas, defende José Manuel Fernandes, apontam uma "mudança de estratégia". O eurodeputado acusa, no entanto: "A esta hora, Rio já sabe se pode comprimir os prazos." Rio não deu certezas de o conseguir fazer, mas, em entrevista à TVI, assegurou que vai tentar.

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