Ventura agradece ao PSD. Chega confiante em eleição de vice na AR

André Ventura fala numa aproximação ao PSD, desde que Montenegro é líder do partido, e fala numa aproximação para uma "alternativa" de direita em 2026.

André Ventura está confiante de que o Chega tem boas hipóteses de, esta quinta-feira, eleger um vice-presidente da Assembleia da República, naquela que é a terceira tentativa do partido, depois de o Parlamento ter, anteriormente, chumbado os nomes de Diogo Pacheco de Amorim e Gabriel Mithá Ribeiro.

O presidente do Chega afirmou, esta tarde, que foi concertado com Luís Montenegro o apelo, feito pelo líder parlamentar do PSD, Joaquim Miranda Sarmento, para que os deputados do partido aprovassem o candidato do Chega à vice-presidência da Assembleia da República, Rui Paulo Sousa.

O líder do Chega agradeceu ao PSD o gesto e, em declarações aos jornalistas, antes da votação, na Assembleia da República, declarou que tem existido um trabalho de aproximação com o PSD e a Iniciativa Liberal, para que possa haver uma alternativa de direita - um caminho que, defendeu, é possível agora com Luís Montenegro, e que não o tinha sido com Rui Rio.

"É evidente que esta normalização era o caminho que Rui Rio nunca aceitou fazer e era o caminho que tinha de ser feito para que se possa haver aquilo se chama, minimamente, uma alternativa", atirou André Ventura

"Rui Rio ficou calado na eleição do vice-presidente da Assembleia da República, Montenegro está a ter uma atitude diferente", notou. "Ainda há pouco, eu via notícias que deixavam claro que esta posição de Joaquim Miranda Sarmento foi concertada com Luís Montenegro - e foi mesmo, concertada com Luís Montenegro e comigo", adiantou.

"É assim que deve ser, e é assim que a direita deve funcionar, cada um com a sua diferença, mas com as expectativas em relação a 2026", referiu, recusando, no entanto, que haja já "entendimentos" em relação às próximas legislativas. "Não há entendimento nenhum, não há acordo nenhum (...). Não houve nenhuma reunião presidencial com Luís Montenegro, esse caminho não está ainda trilhado."

André Ventura encara com expectativa a votação desta tarde, esperando contar com os votos do Chega, da Iniciativa Liberal e do PSD - e com alguns deputados da bancada do PS.

"Ouvi o líder do grupo parlamentar do PS dizer que votará contra pessoalmente, mas não se comprometeu com o sentido de voto da bancada, tanto quanto sabemos há liberdade de voto", declarou.

Ventura acredita que, na bancada socialista, haverá alguns deputados que entendem que, enquanto terceira força política mais votada, o Chega tem direito a eleger um vice-presidente da Assembleia.

De acordo com o Regimento da Assembleia da República, podem propor vice-presidentes os quatro maiores grupos parlamentares (PS, PSD, IL e Chega), mas só se obtiverem maioria absoluta dos votos dos deputados, o que, até ao momento, não aconteceu com o Chega e a Iniciativa Liberal.

Para já, a Mesa do Parlamento funciona com os dois vice-presidentes já eleitos: Edite Estrela, do PS, e Adão Silva, do PSD.

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