Hagai El-Ad

"O limite para um Apartheid foi ultrapassado. É um regime que deseja perpetuar a supremacia dos judeus"

Cresceu em Haifa, Israel. Estudou Física e Astrofísica, e reconhece que esse não é a formação mais lógica para um ativista, mas "foi um processo". Hagai El-Ad é homossexual, e começou por ser um defensor dos direitos LGBTI+ ainda enquanto estudante. Depois tornou-se diretor da Open House, uma organização que advoga a coexistência e o convívio pacíficos entre árabes e judeus, em Jerusalém. Mais tarde, tornou-se diretor da Associação pelos Direitos Civis em Israel, e é hoje dirigente da B'Tselem. Hagai El-Ad garante que nos últimos anos se tornou mais difícil ser ativista em Israel, mas a fricção com os poderes instituídos é, neste momento, uma inevitabilidade. "Se não somos atacados pelo Governo, é tempo de pensar se estamos a fazer o nosso trabalho direito." Diretor da B'Tselem, Hagai El-Ad não hesita em dizer hoje: Israel vive em Apartheid. As eleições só vieram provar que o país não pensa nos direitos palestinianos e que a corrupção é a única preocupação, garante, nesta entrevista à TSF, para o programa O Estado do Sítio, que pode ouvir aqui. "Contestam a personalidade de Benjamin Netanyahu, mas não as suas políticas. Eles concordam com as políticas contra os palestinianos, há um grande consenso entre a população a favor deste regime de Apartheid."

Maria de Belém Roseira

Críticas a batons e não a gravatas. "É muito mais fácil atacar mulheres do que homens"

A carreira política acontece-lhe na vida, não por a ter solicitado, mas por "circunstâncias" que não procurou, num momento em que já ocupava altos cargos na administração. "Procuraram-me... Eu não tive como objetivo ingressar na carreira política, até porque eu estava em funções executivas, e sentia-me muito realizada nessas funções." Maria de Belém Roseira traz no currículo uma carreira de anos no Governo, mas também no Parlamento, onde se "sente menos o produto imediato das decisões".