Guaidó diz que Maduro não tem apoio dos militares. Operação Liberdade vai continuar

No início do dia, Juan Guaidó pediu aos venezuelanos que saíssem à rua e garantiu o apoio das Forças Armadas. Agora, altos cargos do país aguardam uma decisão, após ter sido pedida uma "transição pacífica" a Maduro.

O autoproclamado Presidente da Venezuela, Juan Guaidó, gravou um vídeo dirigido aos apoiantes onde garante que a "Operação Liberdade" iniciada esta terça-feira irá continuar.

"Não há um golpe de Estado, a menos que eles queiram prender-me. Hoje o que há é uma rebelião pacífica", disse Juan Guaidó, numa gravação com pouco mais de dois minutos.

O Presidente interino convidou o povo para continuar nas ruas neste 1 de Maio porque "a pressão e os protestos geram resultados", garantindo ainda que este foi apenas o primeiro dia da Operação Liberdade.

Guaidó referiu ainda que Nicolás Maduro já não tem apoio dos militares.

"Maduro não tem apoio, nem o respeito das forças armadas, muito menos do povo venezuelano, porque não protege nada, não oferece resultados nem soluções. Pelo contrário, teve a possibilidade de deixar a Venezuela e não o fez. Maduro não tem o apoio das forças armadas.

Moscovo nega acusações de Pompeo

Uma porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo disse que a informação de que a Rússia demoveu Maduro a abandonar o país "é falsa".

"Washington tentou o melhor para desmoralizar o exército venezuelano e agora usa falsidades como parte da guerra de informação", disse Maria Zakharova, citada pela CNN

Leopoldo López transferido para a embaixada de Espanha

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Chile avança que Leopoldo López e a mulher Lilian Tintori foram transferidos para a embaixada de Espanha em Caracas.

Roberto Ampuero afirmou no Twitter que se tratou de uma "decisão pessoal", uma vez que a embaixada chilena estava ocupada.

O governante chileno disse que o opositor libertado esta terça-feira por Juan Guaidó da prisão domiciliária tem ascendência espanhola.

Cuba rejeita acusações de Trump

Depois das acusações e ameaças do chefe de Estado norte-americano, o Presidente cubano rejeitou a "fortemente a ameaça de bloqueio total e completo de Trump contra Cuba".

"Não há operações militares nem tropas cubanas na Venezuela. Chamamos a comunidade internacional a travar a escalada agressiva e perigosa e a preservar a paz. Basta de mentira", escreveu Miguel Díaz-Canel Bermúdez no Twitter.

Polícia continua repressão nas ruas

Com a noite a aproximar-se, continua a repressão policial nas ruas de Caracas, nomeadamente na praça de Altamira, para dispersar os manifestantes. As autoridades estão a usar gás lacrimogéneo, mas a população permanece no local. A esta hora, a comunicação de Juan Guaidó está atrasada praticamente uma hora.

Maduro tinha avião pronto para deixar a Venezuela

Nicolás Maduro tinha um avião pronto para deixar a Venezuela na manhã desta terça-feira, mas a Rússia tê-lo-á demovido de sair do país.

Em entrevista a CNN , Mike Pompeo, secretário de Estado dos EUA, revelou que o voo teria como destino Havana, em Cuba.

"Operação Liberdade": o golpe de Estado de Guaidó em imagens

"Se o que têm é isto, estamos seguros 20 anos"

Samuel Moncada, embaixador da Venezuela na Organização das Nações Unidas (ONU), revelou que "o Governo do Presidente Nicolás Maduro derrotou todas as tentativas de criar uma guerra civil".

"Se o que [os oposicionistas] mostraram hoje é o que têm, estamos seguros pelos próximos 20 anos", atirou o apoiante do regime de Maduro.

Grupo Lima ao lado de Juan Guaidó

O grupo Lima, que reúne os Governos de Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai, Perú e Venezuela, anunciou que está ao lado do Presidente interino Juan Guaidó "para recuperar a democracia" no país e recusa que esteja em causa um golpe de Estado.

Os responsáveis exigem, em comunicado, que sejam libertados imediatamente os presos políticos e que haja respeito pela vida, integridade e liberdade dos venezuelanos.

O grupo pede ainda que as Forças Armadas renovem a sua "lealdade" ao Juan Guaidó.

Vinte e cinco pessoas detidas nas manifestações

Alfredo Romero, diretor da ONG Foro Penal, avançou que o número de detidos das manifestações subiu para 25.

Juan Guaidó vai falar ao país

Vários meios de comunicação venezuelanos estão a avançar que o Presidente interino da Venezuela vai falar ao país às 18h00 (23h00 em Portugal continental).

CNN, BBC e Rádio Caracas sem emissão

As televisões internacionais CNN e BBC estão sem emissão na Venezuela, bem como a Rádio Caracas (RCR).

De acordo com o jornal El Mundo, a rádio em causa emitia, sem interrupções, há 89 anos.

Trump ameaça Havana

O Presidente dos EUA utilizou o Twitter para deixar um aviso a Cuba. Trump acusa o regime cubano de ter "tropas e milícias" a atuar na Venezuela e ameaça com "novas sanções" e um "embargo total e completo".

Bolsonaro e a preocupante situação da Venezuela

Jair Bolsonaro voltou a falar sobre a situação da Venezuela como algo que "preocupa a todos".

"Qualquer hipótese será decidida EXCLUSIVAMENTE pelo Presidente da República, ouvindo o Conselho de Defesa Nacional. O Governo segue unido, juntamente com outras nações, na busca da melhor solução que restabeleça a democracia naquele país", escreveu o Presidente brasileiro.

"Intervenção divina." Como Chávez escapou ao Golpe de Estado que durou dois dias

A Venezuela já conheceu cinco golpes de Estado. O último a ter sucesso foi em abril de 2002 e durou 47 horas.

Número de feridos sobe para 69

Gustavo Duque Sáez, o presidente da câmara de Chacao, onde fica La Carlota, revelou no Twitter que o número de vítimas da manifestação aumentou para 69. Entre as vítimas estão 41 pessoas atingidas por balas de borracha, duas por arma de fogo, uma devido a uma paragem cardiorrespiratória, 21 por traumatismo, uma com feridas na mão e três por dificuldades respiratórias.

UE pede "contenção" para evitar violência

Federica Mogherini, alta representante da UE para Política Externa e Segurança, emitiu um comunicado em nome da União Europeia, onde é rejeitada "qualquer forma de violência" na Venezuela.

A responsável pede "a maior contenção para evitar a perda de vidas e o escalar das tensões" e, para tal, reitera a necessidade de haver um "caminho político, pacifico e democrático para sair das múltiplas crises que o país enfrenta".

A União Europeia mantém-se "firmemente ao lado do povo venezuelano e das suas legítimas aspirações democráticas".

Brasil dá asilo a 25 militares

Jair Bolsonaro autorizou o asilo político de 25 militares venezuelanos na embaixada do Brasil , avança a Folha de São Paulo, que cita Otávio Rêgo Barros, porta-voz da Presidência.

No dia em que Guaidó anunciou a Operação Liberdade, dezenas de membros das autoridades apoiaram o Presidente interino, o que levou, agora, ao pedido de asilo.

Onze detidos nas manifestações

A ONG Foro Penal, que presta apoio jurídico, revelou que nas manifestações desta terça-feira foram detidas pelo menos 11 pessoas.

Imagens em direto da Venezuela

A Operação Liberdade está nas ruas, depois de Juan Guaidó ter revelado que tinha chegado a hora de tirar Nicolás Maduro do poder. Ao longo do dia houve confrontos entre civis e militares. A TV Venezuela está a seguir os principais momentos em direto.

Portugueses em dificuldades podem contactar embaixada

O secretário de Estado das Comunidades garante que não há registo de qualquer cidadão português ferido na sequência do aumento da tensão na Venezuela. Em conferência de imprensa, José Luís Carneiro explicou que está em permanente contacto com o corpo diplomático na Venezuela.

"Os portugueses que tenham dificuldades no contacto com as famílias podem fazer o contacto com a embaixada e procurar articular-se com o movimento associativo português", acrescentou, referindo que as associações naquele país estão "em contacto com milhares de portugueses".

Leopoldo López na embaixada do Chile

Roberto Ampuero, ministro dos Negócios Estrangeiros do Chile, revelou que Leopoldo López está refugiado na embaixada do Chile, em Caracas, tal como a sua mulher e filha.

O governante chileno assegura ainda que o país tem um compromisso com os democratas venezuelanos.

O antigo líder da oposição ao chavismo foi condenado em 2015 a 13 anos de prisão, acusado de incitar à violência durante a revolta contra o Governo de Nicolás Maduro em 2014 - La Salida - durante a qual morreram 43 pessoas.

Foi-lhe decretada prisão domiciliária depois de denúncias de tortura. A comunidade internacional, incluindo as Nações unidas, pediu reiteradamente a sua libertação.

Erdogan apoia Nicolás Maduro

O Presidente da Turquia condena a tentativa de golpe de Estado na Venezuela, afirmando, através do Twitter, que "o mundo inteiro deve respeitar as preferências democráticas do povo da Venezuela".

Há relatos de violência nas ruas

Em Chacao, Caracas, um grupo de coletivos disparou contra civis, o que levou à intervenção da polícia. As imagens do sucedido estão a ser divulgadas pela NTN24 Venezuela. Os meios locais revela que pelo menos 52 pessoas foram transferidas para o hospital da região.

Já o jornal venezuelano Tal Cual revela que houve disparous junto ao Ministério dos Transportes, o que deixou pelo menos uma pessoa ferida.

Venezuela "está em total normalidade"

O país "está em total normalidade". A certeza é deixada por Jorge Arreaza, o chefe da diplomacia da Venezuela em declarações à agência noticiosa Efe.

Apesar de prosseguirem manifestações da oposição em Caracas, Arreaza admitiu que "qualquer cenário é possível" nos próximos dias.

O chefe da diplomacia tinha considerado que os "extremistas de direita" não conseguiriam fraturar as Forças Armadas, que no decurso de longos meses de turbulência sempre se mantiveram ao lado do Presidente Nicolás Maduro.

"Desde 2002 que assistimos ao mesmo padrão", disse Arreaza, acrescentando que grande parte da cidade de Caracas estava calma. "Apelam à violência, a um golpe, e enviam pessoas para as ruas para que ocorram confrontos e mortes. E de seguida, do sangue tentam construir uma narrativa".

Bloco quer que comunidade internacional ouça ONU e Papa

Catarina Martins acredita que "era bom" que a comunidade internacional ouvisse o secretário-geral da ONU e o Papa Francisco , que tem apelado a uma "solução pacífica" na Venezuela.

"É sempre bom que nos assuntos internacionais se perceba a sua complexidade e era bom que a comunidade internacional ouvisse o secretário-geral da ONU, António Guterres, o Papa Francisco e os líderes da região que têm apelado a uma solução mediada do conflito, a uma solução pacífica, em vez de se tomar lados ou ver quem chega mais depressa ao petróleo", afirmou a bloquista na inauguração da exposição "20 anos do Bloco de Esquerda", no Porto.

PS considera que Maduro deve sair sem violência

O PS considera que o regime venezuelano atingiu já há bastante tempo uma situação de não retorno à normalidade e que o Presidente Nicolás Maduro deve sair já de cena, evitando confrontos de graves proporções.

"A situação na Venezuela tem vindo a agravar-se há já bastante tempo, sem retorno. A autoproclamação de Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, com um mandato de preparar eleições livres, justas e transparentes - como foi reconhecido pelo Governo português e pela União Europeia - é a única forma de evitar um confronto", defendeu o deputado Paulo Pisco.

Possível prisão de Guaidó antecipou operação

A "Operação Liberdade" estava prevista para outro dia, mas a possível detenção de Juan Guaidó antecipou os atos de quem pretende tirar Nicolás Maduro do poder, revelou a jornalista venezuelana Luz Mely Reys através do Twitter.

Fontes da jornalista asseguram que foram contactados atos cargos militares e também do Supremo Tribunal de Justiça, mas a mudança de planos para evitar a detenção de Guaidó levou os militares a recuarem.

Altos cargos venezuelanos terão pedido a Maduro uma "transição pacífica" e aguarda-se uma decisão.

John Bolton, conselheiro de segurança da Casa Branca,‏ deixou uma mensagem ao presidente do Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela, Maikel Moreno, ao comandante da guarda presidencial, Ivan Hernandez, e ao ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, para que aceitem Juan Guaidó como Presidente interino, protegendo a Constituição e retirando Maduro do poder. "É a vossa última oportunidade", escreveu.

Não há portugueses em risco

Augusto Santos Silva revela que não tem "informação relativa a qualquer português que tenha sido vítima de qualquer ato que pusesse em perigo a sua segurança" . Em declarações aos jornalistas, em Macau, o ministro dos Negócios Estrangeiros revelou ainda que "os estabelecimentos portugueses estão fechados", bem como o Centro Português de Caracas.

O apelo para que os cidadãos nacionais tomem medidas de segurança apropriadas foi renovado e Santos Silva garantiu que foi "pré-ativado" um plano de contingência e que os "departamentos dos vários ministérios estão em coordenação para que, se for necessário ativar esse plano, ele possa ser ativado".

Rui Rio espera eleições livres

"Se o Presidente Maduro não faz aquilo que é suposto fazer-se em democracia, porque não é um democrata, obviamente que eu espero que este, chamemos-lhe golpe, chamemos-lhe o que quisermos, surta o efeito necessário para conseguir ter um regime democrático na Venezuela (...) e que haja, da parte do Governo português, uma especial atenção aos portugueses que estão na Venezuela", frisou o líder do PSD .

Afinal, Ornella Ferreira está ao lado de Maduro

Ornella Ferreira, major-general venezuelano de origem portuguesa, um dos militares que é apontado como apoiante de Juan Guaidó usou o Twitter para contrariar as informações e para garantir que está ao lado de Nicolás Maduro.

"Como Soldado desta Pátria, REAFIRMO a minha lealdade absoluta ao comandante-chefe Nicolás Maduro, ligada ao legado do meu Comandante Supermo Hugo Chávez. Hoje mais do que nunca, nas Forças Armadas da Venezuela, VENCEREMOS contra os que procuram destruir a Paz da República. TRIUNFAR", declarou, na publicação.

ONU pede calma na Venezuela

Através do seu porta-voz, Stéphane Dujarric, o secretário-geral da ONU disse estar a seguir os últimos acontecimentos "muito atentamente" e "com preocupação"

Além disso, de acordo com Dujarric, as Nações Unidas estão a manter contactos a diferentes níveis com os vários atores Venezuelanos e pedir-lhes "máxima moderação".

"Oposição recorreu ao confronto pela força", acusa Rússia

A Rússia acusou a oposição venezuelana liderada por Juan Guaidó e apoiada pelos Estados Unidos de provocar o confronto na Venezuela e apelou para a realização de conversações para evitar um banho de sangue.

"A oposição radical da Venezuela recorreu mais uma vez ao confronto pela força", declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo em comunicado, acusando os opositores ao Presidente Nicolás Maduro de "instigarem" o conflito e apelando para negociações que impeçam o derramamento de sangue.

"É importante evitar distúrbios e derramamento de sangue", defendeu o MNE russo, sublinhando que os problemas da Venezuela "devem ser resolvidos através de um processo negocial responsável sem condições prévias".

Guaidó volta ao Twitter

O Presidente interino da Venezuela revelou no Twitter que já conversou com os aliados internacionais e que este é um "processo irreversível na mudança" do país. "Vamos resistir até conquistar uma Venezuela livre", escreveu.

Veículo atropela civis

Um veículo militar avançou contra vários manifestantes na praça de Altamira, em Caracas. Os manifestantes a favor de Juan Guaidó encontravam-se no local, quando um veículo blindado se começou a dirigir às pessoas.

"O tempo é agora", diz embaixador da Venezuela nos EUA

Carlos Vecchio, embaixador da Venezuela nos EUA designado por Juan Guaidó, garantiu que não está em causa um golpe de estado, mas sim um "processo constitucional democrático liderado pelo povo venezuelano sob a liderança de um civil, o Presidente interino Juan Guaidó".

O responsável apelou ao povo venezuelano que "continue a sair às ruas" e às Forças Armadas que continuem a "juntar-se ao processo de mudança".

"Queremos mandar também uma mensagem clara ao ditador Nicolás Maduro: o seu tempo acabou. A Venezuela está pronta para uma mudança, tem de facilitar a transição, tem de permitir ao povo regressar à democracia. O tempo é agora", atirou o embaixador, deixando claro que "A Venezuela está pronta para a mudança e nada a irá travar".

Bolsonaro ao lado do povo venezuelano

Jair Bolsonaro manifestou a sua solidariedade ao povo da Venezuela e considerou o seu homólogo venezuelano um ditador, que escraviza a sua própria população.

"O Brasil solidariza-se com o sofrido do povo venezuelano escravizado por um ditador apoiado pelo PT [Partido dos Trabalhadores], PSOL [Partido Socialismo e Liberdade] e alinhados ideológicos. Apoiamos a liberdade desta nação irmã para que finalmente vivam uma verdadeira democracia", escreveu o Presidente brasileiro na rede Twitter.

Jerónimo evita comentar situação na Venezuela

"Não tenho estado a assistir porque estou com esta preocupação dos problemas do meu país, das micro, pequenas e médias empresas, não tenho nenhum conhecimento objetivo dessa situação neste quadro da ofensiva contra a soberania daquele povo. Não tenho nenhum elemento, e gosto de falar do que sei", sublinhou Jerónimo de Sousa.

Depois de um encontro com a Confederação das Micro, Pequenas e Médias Empresas, o líder comunista escusou-se a comentar a tentativa de golpe de Estado na Venezuela, apesar de admitir que "pode ser mais um episódio em que fique tudo em águas de bacalhau".

México pede diálogo

O Presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, apelou para uma "solução pacífica" da crise na Venezuela, após o pedido do líder da oposição, Juan Guaidó, ao povo para se revoltar contra o dirigente do país, Nicolás Maduro.

"É muito clara a nossa posição, desejamos que haja diálogo, que se respeitem os direitos humanos, que não se aposte na violência em todos os países do mundo, porque o respeito pelos direitos dos outros é a paz", disse o chefe de Estado do México em conferência de imprensa.

"Forças Armadas estão com povo e não do ditador"

Juan Guaidó voltou a discursar para os venezuelanos, na praça Altamira, e garantiu que este 'Dia D' deu para perceber que as Forças Armadas estão do lado da "Operação Liberdade".

"Hoje fica claro que as Forças Armadas estão com o Povo venezuelano e não com o ditador. Hoje sabemos que todos os venezuelanos estão a favor de uma mudança. Hoje sabemos que todos os venezuelanos, incluindo, as Forças Armadas estão a favor da Constituição", revelou o Presidente interino.

O líder da tentativa de golpe de Estado disse que "ainda há uns poucos militares, que por medo de perseguições" ainda não estão a apoiar Guaidó. "Hoje estamos aqui e vamos resistir aqui pedindo a esses militares que se juntem a esta luta legítima de todo o povo venezuelano", frisou.

"Assim, peço-vos para chamarem toda a gente para esta praça. A 'Operação Liberdade' começou"

O Presidente interino pediu a quem tem rede nos telemóveis para comunicar com familiares e amigos e para chamar as pessoas para a rua.

Cuba rejeita "movimento golpista"

O Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, rejeitou o "movimento golpista que pretende encher de violência" a Venezuela, em reação ao anúncio do autoproclamado Presidente interino venezuelano, Juan Guaidó, de que os militares estão agora do seu lado.

"Rejeitamos esse movimento golpista que visa encher o país de violência. Os traidores que se colocaram na frente deste movimento subversivo usaram tropas e polícias com armas de guerra numa via pública na cidade para criar ansiedade e terror #SomosCuba", escreveu Miguel Díaz-Canel, na sua conta da rede social Twitter

Polícia dispersa cidadãos que apoiam Guaidó

A polícia venezuelana está a utilizar gás lacrimogéneo para dispersar os cidadãos que se encontram na praça Altamira, onde Guaidó discursou, perto de La Carlota, na via Francisco Fajardo e também na zona La Candelaria. As imagens da repressão policial e dos confrontos entre civis e militares estão a ser divulgadas nas redes sociais.

#TodaVenezuelaALaCalle

Depois de várias horas sem publicar qualquer mensagem no Twitter, Guaidó volta a reiterar o apelo aos venezuelanos para que saiam à rua.

Juan Guaidó e Leopoldo López discursam na praça Altamira, rodeados de milhares de pessoas

Tempo de mudança

Feliciano Reyna, da organização Ação Solidária, explicou, em entrevista à TSF, que esta tentativa de golpe de Estado pode ser o início de um tempo de mudanças para a Venezuela.

"Uma mudança de políticas levará a uma possibilidade que a população se expresse livremente em eleições que não estejam manipuladas e que, por fim, seja possível expressar esse desejo de mudanças e a normalização das vidas venezuelanas", afirmou, realçando que os cidadãos do país estão a sofrer e a viver com "condições difíceis".

Maduro pede "nervos de aço"

"Nervos de aço! Falei com os comandantes de todas as Regiões de Defesa Integral e de Zonas de Defesa Integral do país, que manifestaram a sua total lealdade ao povo, à constituição e à pátria. Apelo ao máximo de mobilização popular para assegurar a vitória da paz. Venceremos!", escreveu Nicolás Maduro no Twitter, naquela que foi a sua primeira reação à tentativa de golpe de Estado.

Quem é o homem que quer devolver a Venezuela aos venezuelanos?

Foi a 23 de janeiro que o mundo ficou a conhecer Juan Guaidó . Recorde o percurso que o levou até aqui

À espera

Fernando Campos, conselheiro das comunidades portuguesas, conta à TSF que a informação que chega às populações é escassa, com a rádio e a televisão condicionadas e o acesso às redes sociais cortado. diz

Muitas pessoas não conseguiram chegar ao local de trabalho, ainda que algumas lojas e negócios locais se mantenham abertas e estão a concentrar-se nas ruas.

Citado pelo ABC, Guaidó diz que a Assembleia Nacional da oposição se vai reunir encontrar com os dissidentes na base aérea de La Carlota.

EUA apoiam Guaidó

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, já reiterou o apoio a Juan Guaidó.

"O Governo aprova totalmente o povo venezuelano na sua procura pela liberdade e democracia", escreveu no Twitter.

Militares que apoiam Guiadó pedem apoio a colegas

Alguns membros da Guardia Nacional que apoiam Juan Guaidó estão a pressionar os companheiros para descerem dos veículos e se juntarem ao movimento. As imagens foram captadas numa das avenidas principais de Caracas e estão a ser transmitidas pela TVVenezuela.

Militares que desertaram tentam regressar

Os militares venezuelanos que desertaram para a Colômbia nos últimos meses estão junto à fronteira e prontos para regressarem ao país e apoiarem a tentativa de golpe de Estado em curso. A informação foi avançada pelo jornalista do Guardian em Bogotá, Joe Parkin Daniels.

Um dos militares confirmou, no local, que estão a aguardar ordens de Juan Guaidó.

Detenção de peso

Segundo o jornal ABC e imagens publicadas no Twitter, o general Carlos Armas Lopez, presidente da Companhia Anónima Venezuelana de Indústrias Militares (Cavim), que controla os armamentos militares do país, foi detido por militares leais a Guaidó.

Relato dos primeiros disparos e momentos de tensão nas ruas

A barricada dos chavistas

O presidente da Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela, Diosdado Cabello, pediu aos partidários chavistas que se concentrem nos arredores do palácio presidencial para "defender" a revolução.

"Convidamos todo o povo de Caracas, venham para o palácio de Miraflores, aqui estamos, se Deus quiser. Venham a Miraflores para nos encontrar no palácio a defender a revolução, defender o nosso povo, imediatamente", disse, em declarações ao canal estatal VTV.

Portugueses, fiquem em casa

Em declarações à TSF secretário de Estado das Comunidades aconselhou a comunidade portuguesa e lusodescendente residente na Venezuela a ficar em casa e tomar "as medidas de segurança indispensáveis nestas ocasiões".

"Politicamente, Portugal mantém o apoio a uma solução pacifica e política na Venezuela, que do nosso ponto de vista passa necessariamente pela convocação de novas eleições", afirmou à Lusa o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva.

Escolas fechadas em Caracas

A imprensa venezuelana diz que na capital, onde são atualmente 8h20 da manhã (13h20 em Lisboa), as escolas estão a pedir às crianças que não saiam de casa.

Também o metro decidiu fechar portas.

Bananas e balas

O cenário nesta altura na basebase aérea da Carlota​​​​​​:

Antecipando um confronto entre os militares que apoiam Guaidó e aqueles que se mantêm ao lado de Maduro, os primeiros estão a usar uma faixa de tecido azul no braço.

A história repete-se?

Há cerca de 17 anos, no ​​dia 13 abril de 2002, também houve um golpe de Estado na Venezuela, levado a cabo por militares críticos do regime. Acabou por ser travado e o poder devolvido ao Presidente eleito, Hugo Chávez. O golpe durou apenas 47 horas.

"Um dia histórico"

O presidente do Parlamento Europeu, António Tajani, diz que este é "um dia histórico para o regresso à democracia e liberdade na Venezuela, que o Parlamento Europeu sempre apoiou. A libertação de Leopoldo López pelos militares são ótimas notícias. Vamos Venezuela livre!"

Já Espanha diz que não apoia o golpe, ainda que considere Guaidó o líder legítimo do país. A solução tem de passar por eleições livres, defende, segundo declarações da porta-voz Governo de Madrid, citada pela Reuters.

Evo Morales, presidente da Bolívia, também "condenou energicamente a tentativa de golpe de Estado na Venezuela, por parte da direita submissa a interesses estrangeiros".

Controlo da internet

Nas redes sociais, muitos venezuelanos partilharam o apelo para sair à rua e apoiar Juan Guiadó, mas segundo a imprensa internacional o acesso ao Google e redes sociais foi bloqueado em Caracas.

A resposta de Maduro

Segundo uma testemunha citada pela Reuters, foi disparado gás lacrimogéneo sobre Guaidó e cerca de 70 homens "vestidos com uniformes militares" na base aérea da Carlota.

Apesar de Guaidó dizer que "muitos militares que finalmente deram o passo", não é certo o número de elementos das forças armadas que se juntaram ao golpe.

O ministro da Defesa, Vladimir Padrino, garante que os militares "se mantêm firmemente em defesa" do Governo "legítimo" de Nicolás Maduro e que o dia decorre com "normalidade" nos quartéis e bases militares.

Chegou o 'Dia D'

Juan Guaidó diz que está em curso a "fase final" do seu plano para tirar Nicolás Maduro do poder. O autoproclamado Presidente interino da Venezuela diz que os militares estão do seu lado e pede aos venezuelanos que saiam à rua.

O Cadena Ser avança que os militares libertaram Leopoldo López, antigo líder da oposição ao regime de Maduro que se encontrava em prisão domiciliária há cinco anos.

"As forças armadas tomaram a decisão correta e contam com o apoio do povo venezuelano", disse Guaidó num vídeo partilhado no Twitter, onde surge ao lado de Leopoldo López na base aérea da Carlota, nos arredores de Caracas.

"A 'Operação Liberdade', o comité ajuda à liberdade, convida o povo a agir, convida-o a sair imediatamente às ruas da Venezuela", apela Guidó. "O Primeiro de Maio começou hoje, o fim definitivo da usurpação começou hoje."

"Contamos com o povo da Venezuela de hoje, as forças armadas estão claramente do lado das pessoas, estão do lado da Constituição, leais ao povo da Venezuela, às suas famílias, ao futuro, ao progresso (...) Hoje, como Presidente da Venezuela, como legítimo comandante-em-chefe das forças armadas, convoco todos os soldados, toda a família militar, para se juntar a nós neste gesto, como sempre temos feito no âmbito da Constituição, no marco da luta não violenta."

Também Leopoldo López já partilhou uma mensagem de incentivo à revolução: "Começou a fase definitiva para o fim da usurpação, a 'Operação Liberdade'. Fui libertado por militares da ordem da Constituição do Presidente Guaidó."

Por seu lado, o governo de Caracas desvaloriza a ação e diz que está a enfrentar uma tentativa de golpe de Estado de um pequeno grupo de "militares traidores", escreveu o ministro de Jorge Rodriguez no Twitter.

Leopoldo López em liberdade

O antigo líder da oposição ao chavismo foi condenado em 2015 a 13 anos de prisão, acusado de incitar à violência durante a revolta contra o Governo de Nicolás Maduro em 2014 - La Salida - durante a qual morreram 43 pessoas.

Foi-lhe decretada prisão domiciliária depois de denúncias de tortura. A comunidade internacional, incluindo as Nações unidas, pediu reiteradamente a sua libertação.

Economista formado em Harvard, Leopoldo López foi também fundador do partido Voluntad Popular.

Esta terça-feira foi libertado pelas forças militares no cumprimento de um "indulto presidencial" de Juan Guaidó.

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