PCP mantém sentido de voto, "coerência" e não cede a "chantagens"

O PCP acredita que o Governo "não tem base de sustentação" nas previsões de impacto orçamental.

João Oliveira compara as declarações de António Costa com os "argumentos e critérios utilizados pelo Governo anterior", nomeadamente "procurando virar trabalhadores contra trabalhadores para justificarem a manutenção de cortes de direitos".

Frisando que "a defesa, a reposição e a conquista de direitos tem sido aquilo que mais valioso tem sido alcançado nesta legislatura", o PCP "lamenta profundamente que o PS tenha feito a opção não apenas de se pôr de fora desse processo, como ainda de procurar abrir um clima de crise e ameaçar a sua demissão para procurar condicionar a Assembleia da República".

Questionado sobre se é possível uma alteração do sentido de voto do PCP, João Oliveira frisou que o partido não se deixará "condicionar" em "função da chantagem do Governo". "Nós manteremos a nossa coerência de contribuir para haver avanços na solução desses problemas", reiterou.

O PCP acredita que "o Governo não tem base de sustentação para as previsões de impacto orçamental que tem apresentado". "As centenas de milhões de impacto orçamental com que o Governo tem procurado condicionar o juízo dos portugueses em relação essa matéria não têm base de sustentação", ressalva o comunista, apontando que se trata de "números fictícios".

O comunista garante que "PCP não aceita chantagens nem ultimatos" e, em declarações aos jornalistas no Parlamento, explicou que, "ao contrário do que tem sido dito, as propostas ontem aprovadas não têm qualquer impacto orçamental em 2019".

O PCP refere ainda que esta posição tem de ser igual para "todos os trabalhadores das carreiras especiais, que são os únicos que não têm o direito à progressão na carreira reposto".

O início da guerra entre professores e Governo remonta a 2017 e à aprovação do Orçamento do Estado de 2018. Desde aí, a Fenprof, encabeçada por Mário Nogueira, abriu uma guerra com o Governo que levou a trocas de acusações e até a ruturas nas negociações. Recorde aqui os pontos-chave desta discussão.

O diploma de recuperação de dois anos, nove meses e 18 dias do tempo congelado foi aprovado a 7 de março e promulgado pelo Presidente a 11 de março. A contabilização total foi agora aprovada em Parlamento. Mas, afinal, quanto custará aos portugueses? Encontre aqui a resposta a esta e outras questões.

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