A vizinha que viu nascer a TSF continua a sentir a paixão da rádio

Fernanda Rodrigues viu a TSF nascer, mas as mudanças físicas da redação não a afastaram da rádio que adotou desde o primeiro dia. Hoje, assiste à emissão ao vivo, numa altura em que Manuel Acácio recorda o amor pela rádio e o nervoso miudinho que se mantém desde o dia em que pisou a redação.

A TSF vai até ao fim da rua, até ao fim do mundo, mas foi praticamente dentro de casa que conquistou uma vizinha para a vida. Quando a rádio começou a crescer no piso seis das Torres das Amoreiras já Fernanda Rodrigues por lá trabalhava e hoje, 31 anos depois, está sentada no Cinema de São Jorge a assistir à emissão ao vivo.

"Foi uma rádio que adotei desde o início. É um modelo que tem muito a ver comigo e passado 31 anos estou aqui, fisicamente", conta, admitindo que já enviou o programa do dia ao filho para que se junte à emissão da TSF, literalmente. Até porque a paixão pela rádio passou de mãe para filho e disso não tem dúvidas.

Numa altura em que não tem televisão por opção, é a rádio a sua companheira do dia a dia, nomeadamente quando se quer manter a par das notícias. Foge apenas do futebol, mas gostos não se discutem e este é um dos pontos da história da rádio.

"Um jornalista de mão cheia"

A assistir a um dos mais icónicos programas da TSF, o Fórum, Fernanda Rodrigues deixa rasgados elogios a Manuel Acácio: "É um jornalista de mão cheia e deve ser um exemplo para os mais novos."

No fim do programa, Fernanda Rodrigues confessa mesmo ser fã de Manuel Acácio, mas o jornalista da TSF faz questão de frisar que é "mais um da equipa", mesmo que às vezes "jogue a ponta de lança".

Entrar todos os dias para o estúdio para editar o Fórum "é ser jornalista, como qualquer jornalista da TSF". Apesar do "peso acrescido" de contar com as opiniões dos ouvintes em direto, "no fundo é como fazer outra coisa qualquer em termos da rádio, é ser jornalista".

"Continuo o miúdo de 20 anos que entrou na rádio"

Os anos não apagam o stress, o nervoso miudinho e muito menos a imagem do jovem que começou a viver o jornalismo. "O que sinto todos os dias é o que senti da primeira vez que entrei na rádio, continuo a ser o mesmo miúdo de 20 anos que entrou na rádio no primeiro dia, stressado, preocupado, a tremer como estou agora que acabou o programa", conta.

E se alguma vez esse frio na barriga faltar, nada será igual. "No dia em que não me sentir nervoso por fazer uma emissão de rádio, entusiasmado, ou não puser o coração naquilo que faço, não faz sentido fazer", garante, citando uma frase de Fernando Pessoa: "Põe tudo o que és no mínimo que fazes."

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