Stephen Hawking

"O cérebro ampliado ao máximo, num corpo reduzido ao mínimo"

Na TSF, o professor Carlos Fiolhais recorda o génio de Stephen Hawking, o cientista que deixa ensinamentos que ultrapassam a Física.

Carlos Fiolhais lembra Stephen Hawking como "um génio da física, que ousou trabalhar em grandes mistérios". O professor de Física Teórica na Universidade de Coimbra recorda as dificuldades que o físico britânico teve de enfrentar por causa da doença que enfrentava.

"Hawking era um cérebro ampliado ao máximo, num corpo reduzido ao mínimo", salienta.

Para Carlos Fiolhais, o legado do físico britânico ultrapassa os ensinamentos científicos. "Ensina-nos muitas coisas para além da Física - que não devemos desistir perante a adversidade, que devemos resistir à contrariedade", defende, "se foi um físico tão excelente, foi porque resolveu apostar o máximo na vida".

A grande lição que Hawking deixa é que "podemos aprender com ele que o bem mais precioso que nós temos é o nosso cérebro. O nosso corpo pode ter alguma dificuldade em contê-lo, mas o nosso cérebro consegue chegar aos limites maiores do universo".

Na Manhã TSF, Carlos Fiolhais lembrou também um homem divertido, que usou o humor e a ironia para enfrentar as dificuldades e que gostava de aparecer, como um exemplo de força e resistência à doença, tentando ter uma vida normal.

O professor recorda que há quatro anos Stephen Hawking esteve em Lisboa a visitar a cidade. "Foi experimentar os pastéis de Belém, andou na Baixa e as pessoas diziam: 'É o Stephen Hawking?'. Era mesmo o Stephen Hawking!".

Também por isso, o físico desempenhou um papel fundamental na divulgação da ciência. "Talvez não haja ninguém tão popular como o Stephen Hawking. Isso é um extraordinário ganho para a ciência. Depois de Carl Sagan, talvez tenha sido ele que mais tenha feito nesse campo", defende Carlos Fiolhais.

Stephen Hawking morreu esta quarta-feira, aos 76 anos.

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