
Cascais, 13/10/2016 - Decorreu hoje em sua casa uma entrevista a António Capucho, ex-presidente da Câmara de Cascais (Orlando Almeida / Global Imagens)
Orlando Almeida/Global Imagens
Antigo dirigente do PSD acredita que Luís Montenegro teve um gesto revelador de "calculismo", assegurando que "Rui Rio não tem nada que marcar eleições".
António Capucho, antigo secretário-geral do PSD, lamenta a posição de Luís Montenegro ao mostrar disponibilidade para se candidatar à liderança do partido. Na opinião do antigo militante, Rui Rio não tem razões para abandonar o cargo, até porque existem mais soluções em cima da mesa.
"Se o Rui Rio sente que está confortável como o presidente do partido e que tem legitimidade para gerir o partido até às eleições não pode agora, por um qualquer dirigente que, aliás, está afastado e que teve medo, ou receio ou que por calculismo não se apresentou contra ele e vai agora querer apresentar-se por razões que são óbvias, para satisfazer a sua clientela pessoal", acusou António Capucho em declarações à TSF.
O antigo secretário-geral do PSD acha "estranho" e lamenta a situação. "Montenegro não tinha nada de desafiar Rui Rio, o que ele tem é uma de duas coisas: arranjar as assinaturazinhas para convocar o congresso e apresentá-las ou então apresentar uma moção de censura no Conselho Nacional", explica ainda, questionando-se sobre o porquê de o ex-líder da bancada parlamentar não ter optado por uma dessas formas.
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"O Rui Rio tem uma alternativa estatutária, apresentar uma moção de confiança, não tem nada que marcar eleições", esclarece ainda o antigo militante.
António Capucho acredita que "isto é um golpe palaciano lamentável, revelador de calculismo e que não tem qualquer tipo de legitimidade".
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