Tudo sobre as dez horas do Conselho Nacional do PSD

Rui Rio conseguiu a confiança do Conselho Nacional para se manter à frente do PSD.

O Conselho Nacional do PSD teve início às 17h00, altura em que se começou a decidir o futuro do partido e, principalmente, da liderança dos social-democratas. Em causa está uma moção de confiança a Rui Rio, mas na prática estamos perante um frente a frente entre quem quer a continuidade do atual líder e quem pretende a alternativa: Luís Montenegro.

04h16 - Luís Montenegro vai reagir aos resultados do Conselho Nacional do PSD às 12h00 desta sexta-feira.

04h05 - "Tenho a consciência tranquila", garantiu o presidente da mesa do Conselho Nacional, um dos protagonistas mais criticados da noite.

04h00 - "Este resultado é importante. O que era preciso é que houvesse alguma paz no partido", disse Rui Rio depois de vencer a moção de confiança desta noite, acrescentando: "Costumo dizer isto e acho que é claro. Ninguém ganha se os outros não perderem. Já é claro que o PS possa vir a perder as próximas eleições, o que não é claro é que o PSD as possa ganhar. Espero que a partir de agora todos possa remar no mesmo sentido."

03h56 - "Rui Rio tem sido o vice-primeiro-ministro simpático de Costa", a opinião de Miguel Relvas.

03h48 - Miguel Relvas diz que Passos pode voltar "se as novas gerações falharem".

"O que se faz a dois anos de umas eleições é uma coisa, o que se faz a um ano é outra e o que se faz em cima de eleições é ainda uma outra coisa diferente. Isto tem uma lógica, não pode ser a politica do bota abaixo continuamente", reiterou o líder do PSD, recordando que é o legítimo presidente do PSD por ter vencido as eleições diretas.

03h31 - 75 conselheiros votaram a favor da moção de confiança, 50 contra e houve um voto nulo.

03h20 - Terminou a votação. Resultados conhecidos em breve.

02h30 - Aprovado voto secreto na moção de confiança por 78 votos. Votação termina às 03h05.

02h22 - Hugo Soares revela, em declarações aos jornalistas, que o presidente da mesa do Conselho Nacional quer que votação seja feita de braço no ar. O social-democrata explica que o conselho de jurisdição abandonou a sala depois da mesa do Conselho Nacional não ter acatado a decisão de voto secreto.

"Perante esta postura inacreditável, amanhã o PSD sairá mais forte para disputar as eleições de António Costa" assegurou ex-líder da bancada parlamentar. "O partido estava adormecido e hoje está mais vivo do que nunca", realçou, assegurando que esta "não é uma declaração de derrota".

02h20 - Conselho de jurisdição abandona a sala.

02h15 - Ouvem-se assobios na sala onde está reunido o Conselho Nacional.

02h04 - Rui Rio fez uma intervenção a pedir que a votação seja secreta, uma ideia que tinha sido maioritariamente defendia pelos apoiantes de Luís Montenegro. Foi o secretário-geral social-democrata que transmitiu a opinião do líder do PSD, porém deixou bem claro que a última decisão cabe à mesa do Conselho Nacional presidida por Mota Pinto.

00h45 - "A direita precisa de se afirmar nas diferenças em relação ao PS e ao modelo de governação", crê Miguel Relvas, assegurando que a "saída de Santana Lopes [do PSD] podia ter sido evitada".

00h31- Morais Sarmento já discursou no Conselho Nacional e foi muito aplaudido pela plateia. O vice-presidente do PSD criticou de forma muito violenta quem decidiu provocar uma crise a poucos meses de três atos eleitorais. Morais Sarmento considera que essas pessoas não têm legitimidade nenhuma para o fazer, já que os estatutos dizem que os mandatos são de dois anos. Na opinião do dirigente social-democrata não está em causa um ato de coragem, mas sim uma questão séria e que envolve todo o partido.

00h14 - Ainda estão inscritos 28 conselheiros para falar, sendo que alguns têm prescindindo ao longo da noite.

00h00 - Para Relvas, "o líder do PSD tem de agir como se fosse primeiro-ministro e Rui Rio foi sempre o vice-primeiro-ministro simpático de António Costa".

23h45 - "A questão é saber se o PSD tem ou não uma liderança capaz de se assumir como uma alternativa. E Montenegro tem mais isso do que Rui Rio", atira o ex-secretário-geral do PSD.

23h40 - Miguel Relvas aponta críticas ao atual líder do PSD, garantindo que "não soube afirmar-se", mas também que "fez tudo ao contrário". Na opinião do ex-ministro, Rio "precisa de perceber que o seu adversário não está dentro do PSD". "Rui Rio não fala com ninguém, nem com os membros da sua direção. A política é a capacidade de mobilizar", atira.

23h35 -Já sobre Luís Montenegro, Relvas realça que teve um "ato corajoso" mas acredita que devia ter-se "preparado melhor".

23h35 - No programa "Às onze no Café de São Bento", o ex-ministro frisou que não conhece "um líder do PSD que tenha perdido num Conselho Nacional" e assegurou que "se o dr. Rui Rio achasse que as diretas seriam o caminho mais fácil, teria feito diretas".

23h33 - Miguel Relvas acredita que "cobarde é não haver o voto secreto". "Quem vota secreto pode sempre dizer qual foi a sua posição publicamente. Mal de um partido quando faz de um modelo de votação um fator político", reforçou o social-democrata.

23h30 - Margarida Balseiro Lopes disse durante o discurso no Conselho Nacional que discorda da direção de Rui Rio e que o discurso do líder não é o mais adequado. A líder da JSD está ainda contra a forma como está a ser feita oposição ao Governo de António Costa.

23h22 - O ex-ministro confirma que já foi maçom, mas deixou a maçonaria voluntariamente. Ainda assim, considera que "a maçonaria não tem qualquer tipo de preocupação com a vida interna dos partidos. Nunca fui pressionado para tomar qualquer tipo de decisão", assegura.

23h20 - Miguel Relvas recusa as acusações feitas por David Justino sobre ser o principal mentor de conspirações dentro do PSD. Social-democrata garante que Justino "não foi justo e faltou à verdade".

23h12 - Começa agora o programa "Às onze no Café de São Bento", com a moderação de Paulo Baldaia e David Dinis. O convidado desta noite é o social-democrata Miguel Relvas.

23h03 - "Presidente [da mesa] prometeu que vai fazer uma reunião dentro de pouco tempo, ouvirá o conselho de jurisdição e decidirá sobre esta matéria", esclareceu José Silvano, revelando que estão em causa quatro requerimentos que foram entregues à mesa do Conselho Nacional.

22h55 - "Rui Rio não consegue ultrapassar esta fase muito devido ao ruído interno", admitiu Castro de Almeida, que considera a atitude de Montenegro reprovável, tendo atirado uma "bomba" para dentro do partido.

22h45 -"A fantochada tem limites, o receio tem limites e estão a ser ultrapassados todos os limites em democracia", afirmou o líder do PSD Lisboa aos jornalistas, pedindo que o Conselho Nacional deixe "os militantes pronunciar-se livremente". "Quem está tão agarrado ao braço no ar é porque tem alguma coisa a temer", acrescenta.

"Às 17h00 entreguei na mesa um requerimento a pedir a votação secreta com base no artigo 13 do regimento que diz que a votação deve ser secreta, disse ao presidente da mesa que esperava que fosse ele a tomar essa decisão, aguardei até esta hora e aquele grande membro e jurista do Tribunal Constitucional em sete horas ainda não conseguiu saber qual é a posição dele acerca desta matéria. Acho que se não conseguiu em sete não consegue nem em 25", criticou Pedro Pinto, com alguma ironia.

22h35 - Apoiantes de Luís Montenegro recorrem para o conselho jurisdição sobre voto secreto. Hugo Soares desafia Rui Rio a pronunciar-se sobre se é a favor ou não do voto secreto para a moção de confiança e pede que a jurisdição se pronuncie também.

22h15 - Fernando Negrão chega ao Conselho Nacional, no Porto, algumas horas depois de terminar o plenário na Assembleia da República, confiante de que "vai sair um PSD reforçado" desta moção de confiança. "O país precisa de uma alternativa, o Governo que temos governa mal, os portugueses querem uma alternativa e essa alternativa será com certeza o PSD", sublinhou o líder parlamentar, recordando que "todos os partidos têm crises", algo que considera ser "normal".

O dirigente do PSD salvaguarda que há uma necessidade de "estabilidade" dentro do partido e, como tal, "é preciso resolver este problema rapidamente". Na opinião de Negrão, a resolução do problema passa por "apostar na direção atual do PSD": "É preciso que continue, que mostre aquilo que tem para fazer, porque tem muito para fazer e vai com certeza fazer".

22h00 - "Vai com certeza sair daqui uma clarificação, é para isso que estamos aqui reunidos", começou por dizer Morais Sarmento aos jornalistas. O vice-presidente do PSD acredita que a moção de confiança a Rio passará e que a decisão vai tornar o "partido mais unido no combate ao PS e na afirmação de uma alternativa". O dirigente social-democrata considera ainda que o discurso do líder do PSD foi "firme, claro e objetivo".

21h45 - Os deputados começam a regressar à sala do Hotel Porto Palácio para recomeçarem o Conselho Nacional do PSD, após uma interrupção para o jantar.

21h00 - O abraço do urso? Crise no PSD reconcilia Menezes com Rio

20h45 - Luís Filipe Menezes está ao lado de Rui Rio nesta batalha. "Sou muito amigo e aprecio muito Luís Montenegro, acho que ele tem condições para um dia, e até hoje se as condições fossem outras, ser líder do PSD. Agora, eu não me movimento nem por amiguismos nem por ódios e vinganças. Eu quero o melhor para os meus filhos, para os meus netos e para o meu país. Em coerência, acho que nesta altura devemos cerrar fileiras à volta do líder do partido, ajudá-lo a arrepiar caminho numa ou noutra coisa, tirar-lhe do lado alguns maus amigos que não o ajudam em coisa nenhuma, só se querem vingar através de Rui Rio de um passado de que não gostaram".

Durante o discurso no Conselho Nacional, Menezes prometeu apoio a Rio até outubro. "Enquanto eu acreditar que faz as coisas por convicção, o senhor terá o meu apoio até à vitória nas legislativas", prometeu o ex-líder do PSD.

20h43 - Rui Rio emociona-se com apoio de Menezes. A crise interna que se vive no PSD pôs fim aos problemas na relação de líder e ex-líder do PSD, conhecidos pela rivalidade. Rio e Menezes fazem as pazes com um abraço. "Não é fácil, depois de tantas divergências que tivemos ouvir a intervenção que ouvi do dr. Menezes", garantiu Rio, assumindo que se emocionou com o discurso e apoio de Luís Filipe Menezes.

20h40 - Cobardes, incoerentes e imaturos. O que Rio chamou aos críticos nas entrelinhas

20h30 - Pinto Moreira, presidente da Câmara de Espinho, diz a Rio que quem ganhou Espinho foi Luís Montenegro, que quem ganhou 10-5 nas Legislativas em Aveiro foi Luís Montenegro e dá exemplos de Passos Coelho, António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa.

20h08 -José Manuel Fernandes, líder da distrital de Braga, acredita que caso Rui Rio aceitasse o desafio de Montenegro haveria a possibilidade de se abrirem precedentes. "Considero que não podemos avançar para precedentes que manchem a própria história e o legado do partido e que criem instabilidade. Não podemos aceitar que cada vez que um líder é desafiado, se ele não for para diretas, está a ser pouco corajoso, está a fugir ou a ter medo. Era um precedente grave até para as distritais e concelhias", alertou o eurodeputado.

20h07 - Álvaro Amaro subiu ao palco e defendeu que Rio tem "mais legitimidade" para estar à frente do partido, pedindo ainda "frontalidade no voto". Aos jornalistas, o presidente da Câmara de Guarda disse que esta instabilidade que se vive no PSD só vem ajudar o PS e deixa uma forte crítica aos críticos, mas também um reconhecimento na liderança de Rio. "Não há a verdade total e absoluta de dizermos que a direção nacional e Rui Rio fizeram tudo bem ou que os críticos fazem tudo mal", realçou Álvaro Amaro.

20h05 - Almeida Henriques e Pedro Alves, apoiantes de Montenegro, também já falaram no Conselho Nacional. Pedro Alves pediu lealdade a todos os social-democratas e criticou os que apontam quer a Rio, quer a Montenegro, sublinhando que todos os quadros do partido são úteis.

19h30 - Hugo Soares, apoiante assumido de Luís Montenegro, acusou Rui Rio de ter estratégica política "errada"."Quando eu, na minha convicção, vejo um carro que vai contra a parede, não acelero, tento travá-lo. Essa é a minha convicção", sublinhou o ex-líder da bancada parlamentar do PSD.

"Se fizesse intervenções como fez na semana passada contra o Luís Montenegro, se fizesse contra o Dr. António Costa, hoje não estávamos aqui de certeza absoluta", arrancando um aplauso dos defensores de outra estratégia política.

19h04 - "Eu percebo porque é que querem o voto de braço no ar, mas não vai ser", assegurou Pedro Pinto. "Mas se for de braço no ar o PSD vai ser a chacota de todos os partidos democráticos em Portugal e aí não teremos só problemas com o PS, teremos problemas com o PS, com os partidos que estão a ser formados, com o CDS, porque realmente seremos um partido conservador", alertou o líder do PSD Lisboa, que criticou uma "certa habilidade" da mesa pelo facto de não ter convidado Luís Montenegro.

18h50 - Mota Amaral pede votação nominal na moção de confiança a Rui Rio.

18h39 - Estão inscritos 75 social-democratas para falar no Conselho Nacional.

Veja o discurso de Rui Rio no Conselho Nacional na íntegra:

18h40 - "Aquilo que hoje aqui se pede é maturidade e sentido de responsabilidade. Responsabilidade, que passa por não facilitar a vida aos nossos adversários, acentuar a oposição ao Governo e construir uma alternativa de governação ao Partido Socialista. Se o caminho seguido for esse, acredito que a vitória está ao nosso alcance", afirmou Rui Rio. Pelo contrário, defendeu, se os militantes escolherem "o outro" caminho, que considerou ser da "instabilidade e do afundamento nas questões internas, é mais do que claro que a derrota será certa e o definhamento do partido poderá ser ainda superior" ao das últimas autárquicas.

"Se o partido decidir caminhar nesse sentido, tenho a consciência tranquila, porque não será por ato meu que tal acontecerá"
, avisou.

18h35 - "Não foi seguramente a mim que me faltou a coragem. Faltou, sim, a quem há um ano atrás, na altura própria, não teve o arrojo de se assumir, poupando o PSD a este espetáculo pouco dignificante que estamos a dar aos portugueses", afirmou o líder do PSD.

18h29 - "Rio fez um discurso que tinha uma marca: responsabilidade contra irresponsabilidade", sublinhou José Silvano, secretário-geral do PSD, após o discurso do líder do PSD.

18h19 - Líder do PSD ataca Luís Montenegro referindo-se às eleições que ambos disputaram. "Há uma coisa que sempre me faltou e ainda estou à espera que é perder eleições. Enquanto que, os que me desafiam, têm ao desafio inverso: Estão à espera de conseguir ganhar uma eleição pela primeira vez na vida", atirou.

18h13 - Rui Rio atacou também Pedro Duarte "que na entrevista de hoje crítica ausência de lista às europeias, mas depois diz que temos tempo ainda para [eleições] internas e escolher as lista para as Europeias".

18h12 - Luís Filipe Menezes chega ao hotel do Porto onde decorre o Conselho Nacional do PSD. "Os partidos são muito importantes mas os portugueses são mais importantes que os partidos", disse o ex-líder do PSD.

18h05 - Na defesa da moção de confiança que vai ser votada, esta noite, pelo Conselho Nacional, Rui Rio falou de sondagens e atacou os responsáveis pela instabilidade que se vive dentro do PSD. Perante o desafio, o líder do PSD pediu maturidade aos conselheiros social-democratas e sentido de responsabilidade, num ano eleitoral e a poucos meses das eleições Europeias. "Cabe-me esperar e aceitar a decisão deste Conselho Nacional", sublinhou Rui Rio.

17h53 - Mesa do Conselho Nacional do PSD não autoriza convite a Luís Montenegro.

17h41 - Conselho Nacional já começou.

17h40 - Montenegro diz estar perto e disponível para falar no Conselho Nacional caso surja o convite. O antigo líder parlamentar do PSD disse à Lusa estar a "menos de meia dúzia" de minutos a pé do hotel onde decorre o Conselho Nacional do partido, estando disponível para aí falar "se for convidado".

17h35 - Rui Rio foi aplaudido à entrada da sala no hotel do Porto onde se vai realizar o Conselho Nacional do PSD.

17h09 - Miguel Albuquerque acredita que "o partido tem de comunicar melhor e tem de haver uma maior aproximação das vozes do partido", mas garante que isso "não implica que tenha de se fazer Congressos".O presidente da Região Autónoma da Madeira espera que após o resultado desta noite "não se continue a alimentar divisionismos internos e a fragilizar o partido por dentro". "Este é um timing suicidário para o partido", atirou, frisando que manter o "clima de guerrilha interna vem fragilizar um partido que tem fragilidades e que tem de se apresentar como uma alternativa ao governo das esquerdas em Portugal".

17h03 - Pedro Alves, líder da distrital de Viseu, garante que para os apoiantes de Rui Rio a questão do voto nominal é decisiva, e para o lado de Montenegro é determinante. "Reconheço em Paulo Mota Pinto um democrata e a única forma que conheço para que um democrata possa exercer o seu direito de voto de forma livre é através do escrutínio secreto", crê o social-democrata.

17h00 - Paulo Mota Pinto, presidente do Conselho Nacional, chegou ao Hotel Porto Palácio, levantou a credencial mas preferiu não falar aos jornalistas.

16h58 - Salvador Malheiro, diretor da campanha de Rui Rio, acredita que o líder do PSD sairá reforçado e com mais força para fazer oposição. "Creio que este momento de clarificação era obrigatório neste momento e vai permitir clarificar mas também galvanizar, dar uma nova energia e sobretudo colocar-nos a todos com um foco no país, numa oposição a este bloco governativo que tanto tem enganado os portugueses", sublinhou o presidente da distrital de Aveiro, assegurando que está "muito confiante" de que o resultado desta reunião só vai trazer "mais força".

16h54 -Rui Rio acaba de chegar ao hotel do Porto onde decorre o Conselho Nacional do PSD. "Nem tenho direito a voto, Conselho Nacional há de decidir [se votação é pública ou secreta]", disse o presidente do PSD, que não quis prestar declarações aos jornalistas.

16h48 - Paulo Rangel acredita que a moção de confiança deve ser pública. "Uma moção de confiança e uma moção de censura são um juízo político, as pessoas que vão votar não estão a votar em nome próprio, estão a votar em nome dos militantes que as elegeram, os militantes que estão em casa e até a opinião pública têm direito a saber como é que são representados", garantiu o eurodeputado à chegada ao Congresso Nacional. "Eu peço um apelo às responsabilidade, porque nos últimos dias, de parte a parte, aqui e ali, houve algum exagero, e acho que é importante que as pessoas tenham noção de que isto é um momento de muita responsabilidade", alertou Paulo Rangel em declarações à TSF, pedindo que "cada conselheiro assuma a responsabilidade ao serviço do país e do partido".

16h35 - Elina Fraga, vice-presidente de Rui Rio, foi das primeiras a chegar ao local do Conselho Nacional e considera que Paulo Mota Pinto é a pessoa indicada para decidir como deve ser feita a votação. "Nós temos o privilégio e a prerrogativa de ter um presidente do Conselho Nacional que já foi juiz do Tribunal Constitucional, que é aceite como um dos juristas mais prestigiados que temos no país", justifica a antiga bastonária da Ordem dos Advogados, especificando que Luís Montenegro não deve querer "frequentar esta praia" [Conselho Nacional], depois de ter dito que "não era a praia dele".

16h31-Pedro Pinto, presidente da distrital de Lisboa, acredita que independentemente do resultado desta moção, o PSD sairá reforçado. "As clarificações levam sempre ao reforço e daqui vai sair uma clarificação, independentemente do resultado", afirmou à entrada do Hotel Porto Palácio. O social-democrata espera que a votação seja feita por voto secreto porque "num partido de homens é que se fala de voto secreto, num partido de homens condicionados fala-se de braço no ar".

* com Barbara Baldaia, Raquel de Melo e Anselmo Crespo

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