"Se há alguém irresponsável é o PS"

Margarida Mano acusa o Governo de querer passar "uma mensagem política absolutamente falsa".

Margarida Mano acusa o Governo de querer passar "uma mensagem política absolutamente falsa" na sequência da contabilização integral do tempo de serviço dos professores, que deixou os socialistas isolados nas votações no Parlamento.

No Fórum TSF , conduzido por Manuel Acácio, a deputada social-democrata responde às acusações dos socialistas na mesma moeda: "Se há alguém irresponsável é o PS".

Admitir uma demissão, acusando os outros partidos de pôr em causa a legislatura, tem um objetivo, acusa Margarida Mano, potencialmente "encontrar uma fuga".

"O Governo é que sabe se não tem condições", mas esta situação não é pretexto para convocar eleições, defende.

Na questão da Educação, o "Governo têm sido absolutamente incompetente", o ministro da Educação "não existe" e é o ministro das Finanças quem tem exercido esse papel, critica.

"Um espetáculo de enorme irresponsabilidade" - é assim que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, classifica o caso em entrevista à TSF , apelando aos partidos que reconsiderem a decisão.

Isto depois da aprovação, na especialidade, de uma alteração ao decreto do Governo, estipulando agora claramente que o tempo de serviço a recuperar são os nove anos, quatro meses e dois dias reivindicados pelos docentes.

Na comissão parlamentar de Educação e Ciência, uma nova redação do artigo 1.º do diploma foi aprovada com os votos do PSD e CDS e abstenção do PCP e do Bloco.

Ficou ainda acordado que os dois anos, nove meses e dois dias de tempo de serviço congelado aos professores que o Governo queria devolver faseadamente sejam pagos até 2020 e com efeitos retroativos a janeiro de 2019.

O Governo e o PS têm considerado que esta medida terá "pesado" impacto financeiro nas contas públicas, entre 600 e 800 milhões ao ano, apresentando também problemas de constitucionalidade. O líder parlamentar do PS, Carlos César, abriu mesmo a porta a uma eventual demissão do Governo.

O primeiro-ministro convocou de emergência os membros da coordenação política do Governo para uma reunião de trabalho esta sexta-feira, em São Bento, com a presença do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

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